Clima da reunião foi ameno e respeitoso, diz Renan

Brasília - Protagonista do tensionamento instaurado nos últimos dias entre representantes dos Três Poderes, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aproveitou o evento promovido pelo presidente Michel Temer para distribuir afagos na presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Renan e Lúcia trocaram farpas públicas após o senador chamar de "juizeco" o juiz titular da 10ª Vara Federal do DF, Vallisney de Souza Oliveira, responsável por autorizar a Operação Métis, deflagrada na última sexta-feira, 21, nas dependências do Senado.

"Foi um reunião muito produtiva. Eu aproveitei a oportunidade para cumprimentar respeitosamente a presidente Cármen Lúcia em nome do Congresso e do povo de Alagoas. Disse que tinha muito orgulho e que ia levar isso para a vida toda o fato de conviver com ela como presidente do Supremo Tribunal Federal. Ela hoje é exemplo do padrão de caráter a ser seguido pelos brasileiros", afirmou Renan à reportagem, após deixar o encontro.

Questionado se a partir da reunião de hoje, em que foram discutidas algumas propostas para a segurança pública, o imbróglio poderia se considerado "página virada", o senador respondeu: "Clima foi ameno e respeitoso. A reunião foi muito boa. Fizemos algumas sugestões e o encontro é um exemplo a ser seguido. Mas não sei o que vai acontecer".

O evento, realizado no Ministério de Relações Exteriores, também contou com a presença do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. No meio do tensionamento entre os representantes dos Três Poderes, o ministro declarou que os agentes do Senado haviam extrapolado as suas competências ao realizarem supostas ações de contrainteligência para prejudicar investigações da Polícia Federal. As declarações do ministro revoltaram Renan que o chamou de "chefete de polícia" em entrevista coletiva.

No mesmo dia, o senador disse que teria dificuldades de participar de qualquer encontro com o ministro. Ao ser o questionado sobre o episódio, Renan minimizou e ressaltou que irá exercer o cargo dele de forma plena. "Meu cargo não possibilitada isso. Tenho que exercê-lo na plenitude, até o final. Sentei com ele e com todos os ministros, porque isso é impessoal. O importante é focar no interesse nacional".

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