Estudantes do Paraná ocupam Núcleo de Educação em Curitiba

Curitiba - Enquanto alguns colégios eram liberados pelos estudantes no Paraná, um grupo de alunos ocupou na manhã desta segunda-feira, 31, o Núcleo Regional de Educação, em Curitiba. O número de ocupações caiu de 431 na sexta para 315 nesta segunda, mas a realização das provas do Enem nos dias 5 e 6 de novembro, nas instituições tomadas, ainda depende do cumprimento total das desocupações previstas para esta segunda.

Uma reunião entre representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação da provas, estudantes e o governo do Estado está marcada para a noite desta segunda-feira a fim de solucionar o impasse. Os estudantes haviam proposto uma alteração dos locais do Enem, mas o Ministério da Educação(MEC) descartou essa possibilidade. Há uma semana, dos 682 locais receberiam as provas, 145 deles estavam ocupados.

Cerca de 100 estudantes, segundo o Movimento Ocupa Paraná - e 45, segundo a PM - ocuparam nesta manhã o Núcleo Regional de Educação em Curitiba. A Polícia Militar foi chamada e segundo o tenente Zanatta, a ocupação ocorreu de forma pacífica. "Estamos aqui para garantir a integridade física e pedimos que nada seja depredado, além disso, não vamos permitir que ocorram questões pontuais de grupos antagônicos, para isso reforçamos o policiamento na região", comentou.

Como o Núcleo compartilha o mesmo prédio da Paraná Previdência, estudantes e policiais concordaram em permitir a entrada dos contribuintes que precisassem resolver questões no local. "Depois das 22 horas não serão permitidas entradas de pessoas para que seja garantida a segurança", afirmou.

A ação, segundo os estudantes, foi uma resposta às desocupações dos colégios e também um ato contra a PEC 241, que prevê congelamento de gastos na Educação, e a medida provisória do ensino médio, que altera a grade curricular da etapa.

Greve

Os educadores do Paraná decidiram em assembleia encerrar a greve da categoria. Segundo publicação do sindicato, há um estado permanente de greve. O movimento ocorreu por causa da emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que retira o reajuste dos servidores públicos previsto para janeiro de 2017.

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