Plano de tucano contra enchentes recicla ideias de antecessores

São Paulo - O prefeito eleito João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira, 28, plano para enfrentar as chuvas de verão com ideias recicladas de antecessores e aliados. De novidade, inclui o uso de antigas estruturas de integração herdadas da Copa do Mundo para monitorar áreas críticas da cidade nos dias de iminência de tempestades mais severas.

O Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) fica no Bom Retiro, na frente do quartel do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar e é comandado pela PM. O espaço foi cedido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho político do prefeito Doria, para que ele abrigasse as equipes que vão trabalhar no monitoramento da cidade. "São 13 agências que ficarão aqui", disse o prefeito eleito.

Entre as medidas anunciadas para evitar alagamentos, a equipe de Doria informou estudar mudanças no horário da coleta de lixo da rua, para que os caminhões comecem a passar antes do horário das chuvas. O lixo da varrição de ruas, feita por duas empresas contratadas da Prefeitura, também teria a coleta antecipada. E o aterro sanitário da capital, que fica na zona leste, passaria a abrir também nos fins de semana para receber o material inerte recolhido pelos caminhões.

"São todas medidas em estudo, algumas vindas de propostas das empresas do setor", disse o futuro secretário adjunto de Coordenação das Prefeituras Regionais, Fabio Lepique. A mudança no horário em que o lixo doméstico é retirado das ruas foi uma estratégia adotada em 2010 pela gestão Gilberto Kassab (PSD), que passou a publicar detalhes da operação nos logradouros da cidade na internet.

Outra ação anunciada pela equipe de Doria é a construção de 20 piscinões. "Eles já estão com os projetos prontos", disse o futuro secretário de Serviços, Marcos Penido. Esses piscinões foram planejados pela atual gestão, de Fernando Haddad (PT). Parte deles já está até licitada - não foram feitos porque os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal não saíram. A diferença, segundo a equipe de Doria, é que o novo prefeito buscará fontes alternativas de crédito. Citou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), gerenciado pela Caixa.

Outra ação destacada pelo prefeito eleito é a construção de um pôlder e instalação de bombas para aliviar as enchentes no Jardim Pantanal, na zona leste. O projeto é do governo do Estado, que investe R$ 41 milhões na região desde 2012, por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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