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Maioria que apoia aumento de velocidade usa carro quase todo dia, diz pesquisa

24/01/2017 10h18

São Paulo - Pouco mais da metade dos paulistanos apoia o aumento da velocidade máxima nas Marginais do Tietê e Pinheiros na capital paulista. Pesquisa da Rede Nossa São Paulo, divulgada nesta terça-feira, 24, revela que 54% dos que concordam com o aumento raramente usam ônibus e utilizam automóveis todos os dias - ou quase todo dia.

No perfil dos apoiadores, prevalecem os homens, de idade entre 45 e 54 anos, com ensino superior. Entre os contrários (41%), destacam-se os que raramente usam automóveis, as mulheres e os que têm 55 anos ou mais.

O resultado é parte do estudo Índice de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM), realizado pelo Ibope e publicado na véspera da data anunciada pelo prefeito João Doria (PSDB) para elevação do limite nas vias.

A gestão tucana recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) nesta segunda-feira, 23, contra decisão liminar da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital que barrou o aumento de velocidade.

No aniversário da cidade, que será comemorado nesta quarta-feira, 25, Doria planejou que os limites para carros voltassem a ser de 90 km/h nas pistas expressas das Marginais do Tietê e do Pinheiros, 70 km/h nas pistas centrais da Tietê e 60 km/h nas pistas locais de ambas as Marginais, com exceção da faixa à direita, que permanecerá com limite máximo de 50 km/h em toda a extensão.

Também em relação à mobilidade, segundo a pesquisa, 62% são contrários à proposta de aumentar o preço da gasolina para reduzir o valor da tarifa de ônibus e 29% são a favor.

Outra questão polêmica abordada no estudo é a aplicação de plebiscito para que a população decida sobre a implantação de obras de alto custo financeiro ou impacto ambiental e social: 90% se dizem favoráveis e 8%, contrários. Em relação à inspeção veicular ambiental, 50% concordam e 43% são contrários.

O levantamento avaliou a percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida na capital. Entre os 71 itens avaliados, as cinco piores áreas são, na ordem: Transparência e Participação Política, Desigualdade Social, Assistência Social, Transporte/Trânsito (Mobilidade) E Habitação. Já as mais bem avaliadas são: Cultura, Esporte, Tecnologia da Informação, Aparência e Estética, e Juventude.

Os respondentes da pesquisa puderam ainda dar nota de 0 a 5 às áreas avaliadas da cidade. Dos quatro itens com menor nível de satisfação (nota até 2,5), três se relacionam com transparência e participação política. São, na ordem: Forma de participação na escolha dos subprefeitos (Transparência e Participação Política), Transparência dos gastos e investimentos públicos (Transparência e Participação Política), Tempo médio entre a marcação e a realização de procedimentos mais complexos (Saúde) e Punição à corrupção (Transparência e Participação Política).

Já os cinco itens com melhor nível de satisfação (nota superior ou igual a 4) na cidade são: Campanhas de vacinação (Saúde), Coleta seletiva em seu bairro (Meio Ambiente), Proximidade de postos de saúde/UBS/AMA (Saúde), Proximidade de cinemas (Cultura) e Oferta e qualidade da coleta de esgoto em sua casa (Habitação).