Alvo de condução coercitiva, Jorge Picciani chega à sede da PF no Rio

Constança Rezende

Rio

O deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), chegou por volta das 12h desta quarta-feira, 29, à sede da Polícia Federal, no centro da capital fluminense, para prestar depoimento.

Picciani é um dos alvos da operação O Quinto do Ouro, deflagrada pela manhã, que investiga também pelo menos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Picciani teve mandado de condução coercitiva expedido contra ele.

O presidente da Alerj chegou à sede da Polícia Federal aparentando descontração. Estava sorridente e vestindo terno e gravata azul.

Mais cedo, procuradores do Ministério Público Federal e policiais federais fizeram buscas no gabinete do Picciani na Alerj. Os investigadores permaneceram cerca de três horas no prédio da Assembleia, onde também estiveram nos gabinetes dos deputados Rafael Picciani - filho de Jorge Picciani e irmão de Leonardo Picciani, ministro do Esporte - e Paulo Mello, ambos do PMDB do Rio.

Os conselheiros investigados na operação da Polícia Federal são o presidente do TCE, Aloísio Neves, e os conselheiros José Gomes Graciosa, José Maurício Nolasco, Marco Antônio Alencar e o vice-presidente Domingos Brazão. O sexto conselheiro investigado é o aposentado Aloisio Gama. Todos com mandados de prisão expedidos contra eles. Neves, Graciosa e Brazão também já foram levados à sede da PF.

A operação investiga um esquema de pagamentos de vantagens indevidas, que pode ter desviado regularmente valores de contratos de órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio.

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