TJ condena organizadores de maratona de vodca que matou estudante em Bauru

José Maria Tomazela

Sorocaba

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou os organizadores de uma festa com maratona de bebidas alcoólicas que resultou na morte de um estudante de engenharia, em fevereiro de 2015, em Bauru, interior de São Paulo. O dono da chácara e os dois organizadores foram condenados a pagar indenização de R$ 100 mil por dano moral. A decisão, divulgada nesta quarta-feira, 12, foi dada em ação civil movida pelo Ministério Público Estadual. As partes vão entrar com recursos.

No evento, denominado Inter Reps, por reunir repúblicas de estudantes, o aluno da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Humberto Moura Fonseca, então com 23 anos, passou mal e morreu após ingerir 25 doses de vodca durante a maratona. O laudo apontou que ele tinha uma cardiopatia que foi agravada pela ingestão exagerada de álcool. Outras cinco pessoas passaram mal e três foram internadas com sintomas de coma alcoólico, mas se recuperaram. A festa reuniu duas mil pessoas, mas não tinha alvará da prefeitura e não estava autorizada a vender bebidas alcoólicas.

De acordo com o inquérito, na "maratona do álcool", os participantes eram estimulados a beber cada vez mais. A regra era "um shot (virada de copo) por minuto". Um vídeo gravado no evento mostra Humberto sentado entre vários estudantes numa mesa, enquanto os copos plásticos eram abastecidos com vodca. O estudante aparece virando o copo de bebida na boca e erguendo os braços em comemoração.

Os advogados que defendem o dono da chácara e os organizadores informaram que a decisão do TJ ainda não foi publicada oficialmente, mas aguardam a publicação para entrar com recursos.

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