Motoristas de aplicativos fazem protestos em cidades do interior paulista

José Maria Tomazela

Sorocaba

Motoristas de aplicativos como o Uber e o Cabify nas principais cidades do interior de São Paulo aderiram, nesta segunda-feira, 30, à mobilização nacional e fizeram protestos contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) 28/207, que estabelece exigências para o transporte individual pago. O projeto será votado na terça, 31, no Senado Federal.

Em Sorocaba, cerca de 150 motoristas, segundo a Guarda Civil Municipal, saíram em carreata do Parque das Águas, no Jardim Abaeté, e seguiram até o Palácio dos Tropeiros, sede do governo municipal. Com faixas, eles protestavam contra o que chamavam de "proibição do direito de trabalhar".

Em São José do Rio Preto, cerca de 200 motoristas saíram em carreata e fizeram um "buzinaço" pelas ruas centrais da cidade. O trânsito chegou a ficar lento.

Em Piracicaba, cerca de 100 motoristas se concentraram no Estádio do XV e percorreram as ruas do centro, encerrando a manifestação em frente ao prédio da prefeitura.

A mobilização reuniu cerca de 120 motoristas no entorno do Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Também houve protesto em São José dos Campos.

O projeto, se aprovado, passa a exigir dos motoristas de aplicativos praticamente as mesmas regras usadas para os taxistas, inclusive as vistorias periódicas e a placa diferenciada. Para a Uber, embora as manifestações sejam organizadas por iniciativa dos motoristas, o projeto impedirá que os 500 mil parceiros no país gerem renda para suas famílias.

Já a empresa Cabify defendeu a liberdade e autonomia dos motoristas e alegou que a aprovação do projeto representará um "retrocesso sem precedentes".

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