Menino de 12 anos que perdeu pai na chacina e levou tiro de raspão recebe alta

Lauriberto Braga

Fortaleza (CE)

O menino de 12 anos que teve o pai morto na chacina da madrugada deste sábado (27) no "Forró do Gago", na comunidade Barreirão, em Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, recebeu alta na manhã deste domingo, 28. O garoto foi um dos primeiros atingidos na chacina, levando um tiro de raspão na coxa direita. Ele acompanhava o pai na venda de lanches em frente a festa no Forró do Gago, na rua Madre Tereza de Calcutá, 172.

O menino saiu assustado do Instituto José Frota (IJF Central), maior hospital de emergência de Fortaleza. Ele ficou em observação por 30 horas. Como a bala não penetrou na perna dele, o procedimento dos médicos no IJF foi de cuidar do ferimento feito pelo tiro, que passou de raspão na coxa direita do garoto.

Cabisbaixo e sem falar com a imprensa, o menino, ao deixar o hospital, foi informado por parentes da morte do pai na chacina. O garoto vai acompanhar o enterro do vendedor ambulante.

Já o homem de 23 anos que estava em estado grave na unidade do IJF (Frotinha) de Messejana passou por segunda cirurgia nesta manhã para retirada de balas. O quadro dele é estável, mas sem previsão de alta.

No Frotinha, deram entrada no sábado dez feridos. Depois de primeiros socorros, oito receberam alta no sábado à tarde. Uma adolescente de 17 anos foi transferida para o IJF Central, e foi operada na noite deste sábado. Ela recebeu alta neste domingo.

No IJF Central, deram entrada nove pessoas na manhã de sábado. Duas receberam alta à tarde, sendo duas mulheres de 17 e 23 anos, que passaram por cirurgia para retirada de balas. Neste domingo, além do menino de 12 anos e da mulher de 17 anos que foi transferida de Messejana para unidade Central, recebeu alta mais um ferido na chacina: um adolescente de 16 anos.

Continuam internados no IJF Central quatro feridos: duas adolescentes de 16 anos; uma mulher de 19 anos e um homem de 24 anos. Os quatro passaram por cirurgia para extração de balas e estão em observação pós operação, podendo receber alta na segunda ou terça-feira.

Com isso, das 18 pessoas feridas na chacina, 13 receberam alta e cinco após cirurgia se encontram em quadro estável.

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