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Ciro: não quero chegar à Presidência 'dependendo do PT em nenhuma circunstância'

Mateus Fagundes

São Paulo

28/09/2018 17h46

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, renovou na tarde desta sexta-feira, 28, os ataques ao PT. Segundo o pedetista, ele não deseja chegar à Presidência "dependendo do PT em nenhuma circunstância". "A cúpula do PT só sabe apoiar a si própria", afirmou, em ato com mulheres no comitê de campanha em São Paulo.

O tom beligerante contra o partido do candidato Fernando Haddad vem aumentado por parte de Ciro Gomes nos últimos dias, a despeito da sinalização do petista de composição visando o segundo turno.

O pedetista reagiu à tentativa de aproximação. "Não quero ponte com qualquer um que não seja o povo brasileiro", afirmou.

Mais cedo, à Rádio Guaíba, Ciro negou a possibilidade de aliança com o PT no segundo turno, em caso de Haddad enfrentar Jair Bolsonaro (PSL).

Ao comentar a proposta de neutralidade apresentada pela vice, Kátia Abreu (PDT-TO), Ciro garantiu que vai estar no segundo turno "para garantir que ninguém precise ser neutro".

#elenão

O pedetista disse apoiar o movimento de mulheres #elenão, que prevê protestos contra Bolsonaro neste sábado, 29, nas principais cidades do País. Ciro, porém, disse que não vai aos atos.

"Estou pedindo a toda a militância para ir, principalmente as mulheres", afirmou.

O ato de Ciro, em que serão discutidas as propostas da campanha para política voltada a mulheres, tem a presença, entre outras, de Kátia Abreu, da mulher dele, Giselle Bezerra, da vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, da escritora Fernanda Young e da cantora Ana de Hollanda.

Ao comentar a reportagem de capa da revista Veja, que traz detalhes de denúncias da ex-mulher do militar, Ciro atacou a publicação.

"A Veja não merece confiança, mas tudo tem de ser esclarecido", afirmou.