Macri receberá Renzi em meio a esforços de aproximação

ROMA, 10 FEV (ANSA) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, irá receber o premier da Itália, Matteo Renzi, na próxima semana. O líder italiano irá visitar a Argentina entre os dias 15 e 16 de fevereiro. Segundo fontes da Casa Rosada, Macri e Renzi devem debater a luta contra o terrorismo, contra as mudanças climáticas, além de possíveis investimentos italianos no país.   

Em sua agenda oficial também estão previstos encontros com empresários, estudantes, membros da grande comunidade italiana na Argentina, além de outros políticos.   

A embaixadora da Itália no país, Teresa Castaldo, declarou, em entrevista ao jornal local "La Nación", acreditar "plenamente" que a visita "será o pontapé inicial para o restabelecimento de fortes relações comerciais e políticas" entre as duas nações.   

Argentina e Itália têm uma forte ligação, principalmente por conta da grande comunidade de italianos no país. A relação bilateral, no entanto, sofreu com o episódio conhecido como "Tango Bonds", de credores, em sua maioria aposentados, italianos que não receberam após comprar títulos da dívida argentina no começo dos anos 2000.   

Após anunciar que deve pagar os credores nos próximos meses, o governo de Macri quer se reaproximar da Itália, assim como de outros países europeus, a fim de captar investimentos estrangeiros.   

Renzi é o primeiro chefe de Governo italiano a visitar Buenos Aires em cerca de 18 anos. Ele não terá compromissos em países vizinhos, como aconteceu no ano passado, quando visitou Chile, Peru Colômbia e Cuba na mesma viagem, e deve retornar para a Itália após a visita oficial.   

Aproximação da UE - Macri também receberá o presidente da França, François Hollande, poucos dias mais tarde, em 24 de fevereiro.   

As visitas fazem parte de um esforço do presidente, que tomou posse em dezembro, de se aproximar da União Europeia (UE). Um acordo com o bloco esteve travado por anos por conta de exigências impostas pelo governo de Cristina Kirchner.   

Segundo uma análise do jornal local "La Nación", tanto na Chancelaria como na Casa Rosada existe muita expectativa a respeito das visitas pois "abririam as portas a novos projetos de investimento estrangeiro e, ao mesmo tempo, poderiam dar celeridade às negociações entre o Mercosul e a UE por um acordo de livre comércio". (ANSA)
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