Após Roberto Cavalli, Irã ganha loja da Versace

Por Elisa Pinna TEERÃ, 28 ABR (ANSA) - Após a chegada da grife Roberto Cavalli, a alta costura italiana reforça sua presença no mercado do Irã com a abertura de uma loja da Versace no país. As duas boutiques estão localizadas próximas uma da outra na famosa rua Alef 1, no abastado quarteirão de Zaferaniyeh, ao norte de Teerã.   


"Estamos realmente convencidos de que o 'Made in Italy' pode ter um futuro interessante no mercado iraniano", disse à ANSA o empresário italiano Elias Saramin, que representa um grupo de empreendedores do Irã.   


"Vencemos um desafio fascinante e exigente, conseguindo abrir as duas primeiras lojas da moda em Teerã, ligados a dois designers italianos famosos, que serão os pioneiros de uma nova era", diz.   


Ainda segundo ele, o mercado do Irã é muito parecido com o italiano, "mas, infelizmente, no exterior existem ideias muito estereotipadas deste país". "A coisa mais difícil, em meio a uma operação que teve início quando o Irã ainda sofria com o embargo, era convencer os empresários italianos a planejar algo em um país muito diferente daquele descrito por tantos anos. Tanto que a loja da Cavalli já está indo muito bem", acrescenta.   


Agora é a hora da Versace. O custo das roupas e acessórios de alta costura não é um problema para a classe rica e amante do luxo formada no Irã nos últimos anos apesar do embargo e da crise econômica. Com a eleição do moderado Hassan Rohani, em 2013, o Irã deu início a um processo de abertura que resultou no acordo sobre o programa nuclear do país com as potênciais mundiais, colocando fim a uma era de hostilidades e sanções econômicas e financeiras contra o país.   


Desde a retirada das sanções ao Irã, a Itália tem despontado como uma de suas principais "amigas" entre as potências ocidentais. O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, se reuniu no último dia 12 em Teerã com o presidente do Irã, retribuindo a visita a Roma feita pelo mandatário persa em janeiro passado. Na ocasião, a passagem de Rohani pela capital italiana causou enorme polêmica por conta da decisão dos Museus Capitolinos de cobrir estátuas nuas para não ferir as crenças religiosas do iraniano. (ANSA)
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