Em defesa da UE,líderes querem acelerar saída do Reino Unido

ROMA, 27 JUN (ANSA) - Se por um lado Itália, Alemanha e França possuem grandes diferenças sobre diversas questões europeias, por outro, os líderes das três nações estão certos de que o processo da saída do Reino Unido da União Europeia precisará ser rápido.   

Após uma reunião a portas fechadas entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, ressaltaram essa urgência.   

"Temos temperamentos diferentes, todos conhecem bem o jeito como os alemães buscam raciocinar seriamente e eles têm razão. Mas, não há nenhuma diferença entre França e Alemanha sobre a pergunta atual: a Grã-Bretanha precisa sair rápido? Sim. Londres votou e votou pelo 'Brexit' e o 'Brexit' pede um ato final agora", disse o ministro francês das Finanças, Michel Sapin, à "France 2" sobre o resultado da reunião dos líderes.   

Por sua vez, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, fez um discurso no Senado na mesma linha de Merkel e Hollande. O italiano viajará para Berlim onde participará de uma reunião com Alemanha e França e com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, nesta segunda-feira (27).   

Segundo o premier, o voto do povo inglês "foi um fato histórico e quem busca minimizar ou instrumentalizar o que ocorreu cometerá um erro político".   

"Isso pesa uma tonelada na história da UE. Não entro aqui no mérito do artigo 50, que abrirá a negociação para a saída da UE pela Grã-Bretanha nas regras do jogo. São dinâmicas que enfrentaremos na sede europeia. Mas, a Itália diz que tudo que não pode acontecer é abrir mais um ano de discussão sobre procedimentos após termos debatido por um ano as negociações", ressaltou.   

Para o líder italiano, é preciso agir "e não fingir que nada aconteceu". "Se o povo vota e alguém tenta frear o que o povo decide, mina-se o jogo democrático. Assim, perde-se de vista a mensagem do referendo", ressaltou.   

O encontro dessa segunda-feira é uma prévia da grande reunião com todos os líderes europeus, que ocorre a partir de amanhã (28). Não é esperado que o primeiro-ministro inglês, David Cameron, ative o artigo 50 - que dará início ao processo formal de saída. O temor dos europeus é que o bloco torne-se refém dos ingleses, que podem demorar a ativar a cláusula, e que isso estimule outras nações a deixarem a União Europeia.   

Um dos indicativos dessa situação é a fala do provável substituto de Cameron, o ex-prefeito de Londres Boris Johnson.   

"Não temos pressa em deixar a União Europeia. Não haverá emergência financeira, os pagamentos de pessoal estão assegurados e os mercados estão estáveis. São boas notícias", disse ao jornal "Daily Mail". (ANSA)
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