Número de mortos em ataque em Istambul sobe para 41

ISTAMBUL, 29 JUN (ANSA) - Subiu para 41 o número de mortos no atentado da última terça-feira (28) no Aeroporto de Ataturk, em Istambul, na Turquia. Desse total, pelo menos 10 são cidadãos estrangeiros.   

O balanço foi divulgado nesta quarta (28) pelo governador da província de Istambul, Vasip Sahin, segundo quem o ataque também deixou 239 feridos, dos quais 109 já receberam alta hospitalar. O número de mortos não inclui os três terroristas que se explodiram durante a ação, cujos restos mortais já passaram por autópsia. Suas identidades ainda não foram divulgadas oficialmente, mas, de acordo com fontes próximas às investigações, tratam-se de estrangeiros.   

Armados com fuzis kalashnikov, os homens abriram fogo na área de embarque do aeroporto por volta das 22h (horário local). Pouco depois, durante confronto com a polícia, acionaram explosivos presos aos seus corpos. Outras quatro pessoas também fariam parte do comando, sendo que três ainda estariam foragidas.   

Horas depois das explosões, a polícia prendeu uma mulher suspeita de envolvimento no ataque.   

"Ontem [28], em Istambul, foi realizado um brutal ataque terrorista, que matou e feriu muitas pessoas. Oremos pelas vítimas, pelos familiares e pelo caro povo turco. Que o Senhor converta o coração dos violentos e sustente os nossos passos rumo à paz", afirmou o papa Francisco nesta quarta-feira, após uma cerimônia no Vaticano.   

Nos últimos dias, o Pontífice voltou a se envolver em polêmica com a Turquia por conta do seu reconhecimento do genocídio armênio cometido pelo Império Otomano um século atrás, crime que é negado até hoje por Ancara.   

Ninguém reivindicou o atentado no Aeroporto de Istambul até o momento, mas as principais suspeitas recaem sobre o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), já que a Turquia integra a coalizão internacional que combate a milícia no Oriente Médio.   

No entanto, não está descartada a hipótese de uma ação de separatistas curdos.   

O ataque acontece no momento em que o país tentava normalizar suas relações com a Rússia, abaladas por conta do abatimento de um caça na fronteira com a Síria, e com Israel. (ANSA)
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