Obama nega que EUA viva racha entre brancos e negros

MADRI, 9 JUL (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou novamente os casos de violência policial e racial que atingiram o país e voltou a pedir mudanças na legislação sobre a venda de armas de fogo. Em Varsóvia, Obama disse neste sábado (9) que esta foi "uma semana dura", mas se negou a dar vazão para a ideia de que os EUA estejam divididos em um novo conflito entre brancos e negros. "Acredito firmemente que a América não está dividida como alguns sugerem", disse Obama em uma coletiva de imprensa. "Os norte-americanos de todas as raças estão indignados com os ataques em Dallas e em outros lugares", enfatizou.   

Há dois dias, um protesto em Dallas contra a violência policial terminou em tragédia, quando um homem, identificado como Micah Xavier Johnson, matou cinco agentes e feriu outros seis, aparentemente por vingança pela suposta brutalidade empregada pelos oficiais brancos contra jovens negros. Os episódios mais recentes de brutalidade se referem a três rapazes afrodescendentes que foram mortos a tiro em abordagens policiais.   

Em seu discurso, Obama tentou amenizar o clima entre os norte-americanos e afirmou que o atirador de Dallas "não representa os negros" dos Estados Unidos. "Não podemos deixar que ações de poucos definam todos os norte-americanos", comentou o presidente, reconhecendo, porém, que a Justiça do país "trata de maneira diferente os afro-americanos e os latinos".   

Protestos - Os recentes tiroteios entre policiais brancos e jovens negros também desencadearam uma série de protestos em todo o país e reforçaram as campanhas que ocorrem há quatro anos pelo fim da violência racial. Em Rochester, em Nova York, as autoridades prenderam 74 pessoas por "desordem" em manifestações, entre elas duas repórteres negras. Na cidade de Phoenix, a polícia prendeu outros três manifestantes e usou spray para impedir que os ativistas bloqueassem uma estrada.   

Viagem - Obama, que estava em viagem pela Europa, decidiu antecipar em 24 horas seu retorno aos EUA para acompanhar de perto os acontecimentos. Ele deveria fazer a primeira viagem oficial de um mandatário norte-americano à Espanha nos últimos 15 anos. Mas Obama pulará sua ida a Sevilha e viajará somente para Madri, onde haverá reuniões com políticos e autoridades. Obama está na Polônia para uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos