Com crise, brasileiros estão mais desempregados, aponta IBGE

SÃO PAULO, 25 NOV (ANSA) - O Instituto Brasileiro de Geografia e de Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, dia 25, os novos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, a Pnad, que apontam que, em 2015, o brasileiro ficou mais pobre e desempregado.   


De acordo com a pesquisa, no ano passado, a taxa de desocupação no país cresceu 2,7 pontos percentuais em relação a 2014, chegando aos 9,6%. Isso significa que o número de pessoas que ficaram desocupadas em 2015 atingiu os 10 milhões de brasileiros, o que representa a maior quantidade de desempregados desde 2004, quando foi iniciada a série histórica.   


Além disso, no ano passado, segundo a Pnad, 2,8 milhões de pessoas deixaram o mercado de trabalho, que se somaram aos cerca de 7,2 milhões de desempregados que o Brasil já contava. Os mais afetados pelo aumento desta taxa foram as mulheres, os jovens, os negros e as pessoas com baixa escolaridade. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego para o sexo feminino em 2015 foi de 11,7% enquanto para o masculino foi de 7,9%. A taxa de desopocupação para jovens de 18 a 24 anos cresceu 6,1 pontos percentuais no ano, chegando aos 21,3%. Já outras faixas etárias sentiram um pouco menos o desemprego, com uma taxa de 7,8% entre pessoas de 25 a 49 anos e de 3,7 de indivíduos com mais de 50 anos. Da população desempregada, 60,4% é composta por negros e pardos e 48,2% não tem o ensino médio completo. A Pnad também apontou que, com a alta do desemprego e a queda do PIB nacional, que em 2015 caiu 3,8%, o pior resultado em 25 anos, a média da renda do brasileiros também despencou. A queda foi de 5% em relação ao resultado de 2014 ficando em R$ 1.853 e foi percebida principalmente nos estados de Amazonas, Amapá e Bahia. No entanto, mesmo com esses resultados negativos, a distribuição de renda teve sua menor média de concentração. O índice de Gini, que determina a desigualdade de um país em uma contagem de 0 a 1, sendo 1 o cenário mais desigual, apontou que em 2004, o número estava em 0,555 e que em 2015, diminuiu para 0,491.   


(ANSA)
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