Berlusconi diz que pode se candidatar após referendo

ROMA, 28 NOV (ANSA) - Parece que o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi ainda não decidiu se pretende ou não retomar sua vida política. Ao deixar, no domingo passado (27), o hospital San Raffaele, em Milão, onde havia ido para realizar exames de rotina, o ex-político italiano disse que só decidirá se se candidatará à liderança da centro-esquerda nas próximas eleições após o dia 4 de dezembro, quando será votado o referendo constitucional. "Já disse que é preciso esperar um pouco mais e depois eu decidirei. Mas será depois de 4 de dezembro", afirmou Berlusconi à emissora "Canale 5". "A reforma não mudará nada" na relação da Itália com a União Europeia, foi criada a "fábula de que haveria dificuldades com os mercados e com as chancelarias estrangeiras", mas "nada disso: uma vez encontrado o acordo sobre a lei eleitoral, iremos votar", ainda afirmou o ex-premier deixando o hospital. Berlusconi aposta no fracasso do referendo do próximo domingo (4), que reduz os poderes do Senado, e, consequentemente na derrota do atual primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, para tentar recuperar influência tanto para o seu partido, o Força Itália (FI), quanto para ele mesmo. Se a reforma constitucional for rejeitada, Renzi garante que irá renunciar o cargo, o que pode fazê-lo incluir o partido de Berlusconi na base aliada para assegurar a sua maioria parlamentar. Sobre o assunto, Berlusconi afirmou desconfiar da renúncia do premier. "O número de parlamentares não muda, mesmo com a vitória do 'Não', ou seja, se Renzi quiser continuar no poder, ele poderá fazer isso. Ele prometeu, se perder, se afastar, mas não seria a primeira promessa que não mantém", disse o ex-primeiro-ministro em entrevista ao jornal "America Oggi" nesta segunda-feira (28). À publicação, o ex-político italiano também comentou que não está disponível "a participar de um governo com o PD" e que "um percurso lógico depois da vitória do 'Não' seria o de fazer rapidamente uma nova e diferente lei eleitoral e depois dar mais uma vez a palavra aos italianos para chegar finalmente a uma maioria parlamentar que corresponda à maioria dos cidadãos e a um governo expressivo", disse Berlusconi. Saúde - Ao responder perguntas enquanto deixava o hospital San Raffaele no domingo, Berlusconi também comentou sobre sua saúde e sobre a causa da sua recente piora, que resultou em uma operação no coração no meio deste ano. "Em 22 anos, sofri com 73 processos e passei semanas com os meus advogados para me preparar paras as audiências, que foram 3,6 mil. Foi a indignação que tive todos esses anos, me explicaram, que provocaram esse" problema cardíaco, afimrou Berlusconi.   

(ANSA)
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