Nova cúpula para proteger reator de Chernobyl é inaugurada

MOSCOU, 30 NOV (ANSA) - Por Mattia Bernardo Bagnoli. A cúpula projetada para cobrir e proteger o reator número 4 da central atômica de Chernobyl, na Ucrânia, foi finalmente posicionada no local da maior tragédia nuclear da história, que aconteceu em 26 de abril de 1986 na então União Soviética, e inaugurada nesta terça-feira (29). O transporte da cúpula, que representa um dos projetos de engenharia mais ambiciosos do mundo, durou duas semanas. Em formato de um domo, a estrutura foi "deslizada" até o reator. A cúpula tem como principais objetivos confinar os materiais radioativos presentes na área, isolar o "sarcófago" construído emergencialmente há cerca de 30 anos para evitar uma maior contaminação nuclear e proteger os trabalhadores da região. A nova estrutura, feita de aço e desenhada para resistir ao menos 100 anos, tem 162 metros de comprimento, 275 metros de largura, 108 metros de altura, pesa de 25 mil toneladas e custou 1,5 bilhão de euros, financiados pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD).   

Mesmo com a cúpula posicionada e inaugurada, ela só entrará em operação no fim do ano que vem, quando todos os equipamentos necessários para o desmantelamento do "sarcófago" e do reator acidentado tiverem sido devidamente instalados. "Trata-se da maior estrutura móvel já realizada até o momento e a Itália fez uma notável contribuição em relação a dinheiro e do ponto de vista científico e tecnológico", disse o embaixador italiano na Ucrânia, Davide La Cecilia. "Na realização da estrutura contribuiu a empresa Cimolai [da cidade italiana de] Pordenone que, em sua própria planta, criou as estruturas em aço de alta resistência que compõem a cúpula.   

"Além disso, a Itália contribuiu também na segurança de Chernobyl com uma quantia próxima a 100 milhões de euros, depositados nos fundos específicos criados pelo BERD", afirmou o embaixador. Durante a madrugada de 26 de abril de 1986, um aumento súbito da potência no reator 4 resultou no sobrecarregamento do núcleo, o que provocou a explosão hidrogênio acumulado em seu interior. A tragédia foi o pior acidente nuclear da história, tendo contaminado grandes áreas da Ucrânia, da Rússia e de Belarus.   

(ANSA)
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