Relembre as 20 notícias que chocaram o mundo em 2016 (2)

Os terremotos no centro da Itália - Às 3h36 da madrugada do dia 24 de agosto deste ano, o centro da Itália foi atingido por um terremoto de 6 graus na escala Richter que causou a morte de quase 300 pessoas, dezenas de feridos, 40 mil desabrigados e estragos irreparáveis em milhares de construções principalmente nas cidades de Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto, nas regiões do Lazio e das Marcas. No dia 30 de outubro, outro grande terremoto, de 6,5 graus, atingiu áreas centrais da Itália causando muita destruição principalmente nas cidades de Castelsantangelo sul Nera, Preci e Norcia, que teve inclusive a basílica de San Benedetto completamente destruída. O tremor, que felizmente não causou vítimas fatais, foi sentido em todas as partes do país, até em Roma e Veneza.A vitória do Nobel de Literatura por Bob Dylan - O ano 2016 também foi quando o músico norte-americano Bob Dylan foi escolhido para receber o prêmio Nobel de Literatura, que normalmente é entregue a escritores, mas que nesta edição foi dado ao compositor.O reconhecimento da Academia Sueca ao cantor, "por ter criado novas expressões poéticas na grande tradição musical norte-americana", no entanto, gerou várias polêmicas. Apenas depois de um longo silêncio pela parte de Dylan, o músico enviou uma carta à academia dizendo que aceitava o prêmio, mas que não poderia comparecer à cerimônia de entrega, que aconteceu no dia 10 de dezembro.A vitória de Donald Trump na Presidência dos EUA - Talvez uma das notícias mais chocantes do ano foi a vitória do magnata republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. O milionário venceu a democrata Hillary Clinton, que era vista como a favorita nas pesquisas, tanto no cartório eleitoral como no voto popular.Como no ano passado, Trump foi responsável por algumas das frases mais polêmicas de 2016, criticando mulheres e deficientes, falando sobre a expulsão de árabes muçulmanos dos EUA e retomando a ideia da construção de um grande muro na fronteira do país com o México para acabar com a imigração ilegal.O Jubileu chega ao fim e o Papa e permite o perdão ao aborto - No dia 20 de novembro o papa Francisco fechou a Porta Santa da Basílica de São Pedro e deu fim oficialmente ao Jubileu Extraordinário da Misericórdia, no qual pobres, imigrantes e excluídos foram exaltados. Apenas em Roma, o Ano Santo contou com a presença de 20 milhões de pessoas.Um dia após o fim do Jubileu, o Pontífice anunciou que concedeu aos sacerdotes de todo o mundo a liberdade para perdoarem ou não mulheres que cometerem aborto e procurarem a Igreja Católica para se redimir.A morte de Fidel Castro - De todas as mortes que marcaram 2016, talvez a mais importante foi a do ex-presidente cubano e líder guerrilheiro Fidel Castro, que faleceu no dia 25 de novembro aos 90 anos. O corpo do latino-americano foi cremado e levado em uma urna funerária em procissão até Santiago de Cuba, "a capital da revolução", onde foi enterrado no dia 4 de dezembro.Conhecido como o "Comandante" pela população local, Fidel foi o mandatário de Cuba por quase 50 anos e se tornou o homem que mais desafiou os Estados Unidos. Além disso, nesse período, o líder levou o mundo à base de uma guerra nuclear e fez seu país ser alvo de um bloqueio econômico que perdura até hoje.A vitória do "não" no referendo da Itália - No dia 4 de dezembro deste ano, milhões de italianos foram às urnas votar o Referendo Constitucional encabeçado pelo, na época, primeiro-ministro do país, Matteo Renzi, e que tinha como objetivo diminuir os poderes do Senado e aumentar as competências de Roma em relação às 20 regiões italianas.No entanto, inesperadamente, o "não" venceu a consulta popular com 59,12% dos votos. Com isso, Renzi anunciou sua renúncia, que já era prevista caso o referendo não fosse aprovado, e em seu lugar subiu ao poder o ex-chanceler italiano Paolo Gentiloni, que já afirmou que não cancelará as reformas feitas pelo seu antecessor.O acidente com o avião da Chapecoense - Na manhã do dia 29 de novembro, os brasileiros acordaram com uma notícia dramática: o avião que levava a delegação da Chapecoense para a disputa do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana havia caído em Medellín, na Colômbia.Das 77 pessoas que estavam à bordo da aeronave 71 pessoas morreram, sendo elas 19 jogadores, toda a comissão técnica e a maior parte dos dirigentes do time, mais 20 jornalistas e vários membros da tripulação. Após 5 dias de espera, os cerca de 200 mil habitantes de Chapecó, em Santa Catarina, puderam homenagear os mortos em um velório coletivo na Arena Condá.A Itália passa a Grécia e recebe o maior número de imigrantes - A Itália e a Grécia são as duas principais portas de entrada de imigrantes para a Europa, sendo que o segundo país costuma a receber a maior parcela desses deslocados. No entanto, em 2016, devido ao acordo entre União Europeia e Turquia e ao fechamento das rotas dos Bálcãs, a Itália ultrapassou a Grécia neste quesito, tendo recebido 177.529 pessoas contra 175.666 da nação grega até o dia 13 de dezembro deste ano, de acordo com relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM).A "libertação" de Aleppo - Após quatro anos de guerras, o governo sírio do ditador Bashar al-Assad e as forças armadas da Rússia e do Irã anunciaram que a cidade Aleppo foi reconquistada dos rebeldes. Segundo as Nações Unidas e outras dezenas de ONGs, a situação na cidade é de "carnificina" e de "crimes de guerra" onde os que mais sofrem são os civis. A retomada de Aleppo aconteceu após a evacuação de cerca de 40 mil civis que estavam "presos" em suas residências com o aumento dos combates na cidadeO Atentado ao mercado de Natal de Berlim - Na noite do dia 19 de dezembro, um caminhão em alta velocidade começou a atropelar as pessoas que estava em um mercado de Natal em Berlim. O atentado resultou em 12 mortes e 48 feridos. O principal suspeito do ataque terrorista, o tunisiano Anis Amr, de 24 anos, conseguiu fugir do local ir para a Holanda, atravessar a França e chegar até a Itália. No país, onde entrou de trem na cidade Turim, o homem foi para Milão e a pé até Sesto San Giovanni, onde acabou sendo morto por dois policiais. (ANSA)
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