Número de casos de sarampo aumenta mais de 200% na Itália

ROMA, 16 MAR (ANSA) - A Itália já registrou em 2017 mais de 700 casos de sarampo, o que representa um aumento de 230% em relação ao mesmo período do ano passado e colocou o governo em estado de alerta para o risco de uma disseminação ainda maior.   

Para efeito de comparação, em 2016 inteiro, 844 pessoas contraíram a doença no país. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (16), a maior parte das contaminações ocorreu nas regiões de Piemonte, Lazio, Lombardia e Toscana, todas no centro-norte da península.   

Além disso, a população mais atingida é da faixa etária entre 15 e 39 anos. De acordo com o governo, esse "boom" se deve em grande parte ao crescente número de pais que recusam a vacinação.   

"É indispensável intervir rapidamente com um compromisso em todos os níveis para tornar essa vacinação útil, aumentando a aceitação e os pedidos por parte da população. Ao mesmo tempo, as administrações regionais e as instituições de saúde devem promover uma campanha de responsabilização dos pais", disse a ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin.   

Já o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi chamou os dados sobre o sarampo de "malucos" e usou o Facebook para mandar um recado aos pais: "Com vacinação não se brinca. Chega de polêmicas, precisamos levar a ciência a sério e colocar o foco na saúde dos nossos filhos, não na propaganda".   

Em janeiro passado, o Estado da Itália e as 20 regiões do país chegaram a um acordo para patrocinar uma nova lei que torne a vacinação obrigatória em todo o território nacional. O programa incluiria doenças como sarampo, tétano, poliomielite, hepatite B, HPV, difteria, coqueluche, caxumba e meningite. Contudo, o projeto precisa passar pelo Parlamento.   

"O sarampo está voltando a ameaçar a saúde e a vida de nossas crianças, e se a cobertura da vacinação continuar caindo, há o risco concreto de voltarmos a ver cenas que esperávamos ter deixado no passado, como famílias que choram a morte de um filho por culpa de uma doença que podia ter sido evitada com uma simples vacina gratuita", disse Andrea Iacomini, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Itália.   

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Seus sintomas mais comuns são febre, tosse persistente, irritação ocular, corrimento nasal e manchas avermelhadas no rosto. (ANSA)
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