Tailandês mata filha, se suicida e transmite no Facebook

BANGCOC, 25 ABR (ANSA) - Um jovem tailandês de apenas 21 anos matou sua filha de apenas 11 meses e em seguida se suicidou e transmitiu toda a macabra cena em um vídeo no Facebook Live. O incidente aconteceu na noite desta segunda-feira, dia 24, na cidade de Phuket, mais especificamente em um hotel abandonado que a população acredita que é mal assombrado. Wuttisan Wongtaly foi com sua filha até o local após uma discussão com sua mulher e mãe da menina e começou a gravar o assassinato da criança, que foi enforcada. Depois disso, ele também fez o mesmo. O vídeo ficou no ar por algumas horas até parentes das vítimas verem a gravação e alertaram a polícia. No entanto, quando os oficiais chegaram ao local os dois já estavam mortos. Sobre o ocorrido, o Facebook mandou uma mensagem de pêsames para a mãe do bebê. "Esse é um acidente terrível e nosso corações estão com a família da vítima. Não há absolutamente nenhum lugar para esse tipo de conteúdo no Facebook e agora ele foi removido", afirmou um porta-voz da rede social em um comunicado oficial. Não é a primeira vez que assassinatos e outros atos de violência são transmitidos pela plataforma. Ainda neste mês, um norte-americano de 37 anos realizou um vídeo onde conta que matou um idoso de 74 anos a sangue frio e que já havia assassinado "meia dúzia de pessoas". Steve Stephens se suicidou dois dias depois após uma breve perseguição da polícia. Além disso, desde que a ferramenta Facebook Live começou a ser usada pelos usuários, vários casos de vídeos que mostravam abuso de animais, estupros e violações e suicídios de adolescentes foram relatados e retirados do ar. Por isso, a rede social se depara com um grave problema: o de como evitar essas tragédias. Na nota, a plataforma afirmou que está "constantemente explorando maneiras para que as novas tecnologias nos ajudem garantir que o Facebook seja um ambiente seguro". O CEO e fundador do site, Mark Zuckerberg, concordou que ele ainda tem "muito trabalho" a ser feito em relação à segurança dos usuários da rede social já que o vídeo do assassinato foi retirado apenas 2 horas depois de ter sido postado, mesmo que a plataforma tenha recebido denúncias no meio tempo. Entre as tentativas para melhorar e filtrar o conteúdo que pode ser exibido no Facebook, a companhia está trabalhando em softwares e em novos algoritmos para que esse vídeos, fotos e publicações não possam ser compartilhados, os funcionários do time de "feedback" estão sendo treinados para serem mais rápidos para tirar esse conteúdo do ar e até o uso de inteligência artificial está sendo testado para combater, por exemplo, casos de suicídios. (ANSA)
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