EUA pode proibir laptops em todos os voos internacionais

SÃO PAULO, 29 MAI (ANSA) - O governo dos Estados Unidos analisa a possbilidade de proibir o transporte de computadores portáteis, tablets e outros aparelhos eletrônicos na bagagem de mão de todos os voos que chegam ou decolam do país. A medida, já adotada parcialmente em voos dos EUA rumo ao Oriente Médio, seria para prevenir atentados terroristas. Segundo o secretário de Segurança Interna dos EUA, John Kelly, a proibição, inicialmente imposta a outros 10 países poderá ser ampliada para todos os voos que tenham aeroportos norte-americanos como destino. "É realmente uma coisa pela qual os terroristas estão obcecados: a ideia de derrubar um avião em pleno voo, ainda mais se for de uma companhia aérea dos Estados Unidos e se estiver cheio de norte-americanos", afirmou o secretário ao programa de televisão "Fox News Sunday".   

Em março, o governo dos EUA proibiu passageiros de alguns países árabes de transportar na cabine laptops, tablets e outros dispositivos eletrônicos que fossem maiores que um aparelho celular. Depois, as autoridades norte-americanas disseram que poderiam ampliar essas medidas para outras regiões, incluindo a Europa.   

Mas um porta-voz do Departamento de Segurança Interna disse, na última quarta-feira (24), que a agência ainda não tomou uma decisão a respeito da proibição de aparelhos eletrônicos em voos internacionais que saem dos Estados Unidos.   

Informações dos serviços de inteligência do país dizem que grupos extremistas, especialmente o Estado Islâmico (EI), têm estudado maneiras de implantar explosivos em miniatura dentro de aparelhos eletrônicos e que estes poderiam ser utilizados para acionar uma bomba a bordo de um avião, já que podem passar pelas inspeções de segurança dos aeroportos.   

"Nós ainda estamos seguindo a Inteligência e estamos no processo de definir isso, mas vamos aumentar a barreira, em geral, para a aviação", afirmou Kelly.   

A proibição norte-americana sobre aparelhos eletrônicos poderia desencadear "o caos" nos aeroportos da Europa, que têm mais de três mil voos semanais programados para os EUA na próxima alta temporada.   

As companhias aéreas temem que restrições amplas possam prejudicar a demanda de clientes mas, ao mesmo tempo, entendem a necessidade de ampliar as medidas de segurança. "Qualquer que seja o resultado, teremos que cumprir", afirmou o diretor executivo da United Airlines, Oscar Munoz, na reunião anual da empresa na semana passada.   

Atualmente, os países cujos aeroportos estão proibidos de transportarem aparelhos eletrônicos na cabine em voos para os EUA são a Turquia, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Emirados Árabes e Marrocos. (ANSA)
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