Londres atualiza para 17 número de mortos em incêndio

LONDRES, 15 JUN (ANSA) - As autoridades do Reino Unido elevaram para 17 o número de mortos no incêndio que atingiu ontem (14) o edifício residencial Grenfell Tower, em Londres. As equipes de resgate, porém, descartaram a possibilidade de encontrar pessoas vivas nos escombros do prédio, que tem 24 andares. "Serão necessárias semanas para a verificação de todo o edifício", comentou um porta-voz do Corpo de Bombeiros. Além dos 17 mortos, há 70 pessoas feridas e internadas em hospitais da capital britânica, algumas em estado grave, e dezenas de desaparecidas, entre elas o casal italiano Gloria Trevisan e Marco Gottardi, de 27 e 28 anos, respectivamente. Por isso, as autoridades britânicas evitam concluir o balanço de vítimas, que pode subir nos próximos dias. O primeiro corpo foi identificado como o do refugiado sírio Mohammed Alhajali, de 23 anos, que estudava engenharia na Universidade de West London. De acordo com a emissora "Sky News", o jovem tinha o sonho de voltar para a Síria e ajudar a reconstruir o país após a guerra civil.   

A rainha Elizabeth II disse que está "rezando pelas famílias que perderam seus entes queridos" e "pelas muitas pessoas que estão gravemente feridas nos hospitais".   

Já a primeira-ministra britânica, Theresa May, ordenou a abertura de uma investigação sobre o incêndio. "Esta terrível tragédia será investigada de maneira correta", garantiu.   

Nesta manhã, os jornais locais denunciaram que a tragédia poderia ter sido evitada, já que desde 2013 moradores do prédio haviam apontado falhas no sistema de segurança, na estrutura e nos mecanismos contra fogo. A Grenfell Tower, localizada no bairro de Kensington, tinha 24 andares, com 120 apartamentos, e abrigava de 400 a 500 moradores. A construção do prédio foi concluída em 1974. O incêndio começou por volta da 1h local de ontem e as causas ainda estão sendo investigadas. (ANSA)
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