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'Futuro da UE está em jogo na África', diz premier italiano

27/11/2017 19h06

LUANDA, 27 NOV (ANSA) - Em visita a Luanda, capital de Angola, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou nesta segunda-feira (27) que "o futuro da União Europeia está em jogo na África".   

Essa é a primeira visita oficial do premier ao continente e mantém a estratégia de seu antecessor, o correligionário Matteo Renzi, de estreitar laços com países africanos para tentar conter a onda migratória no Mediterrâneo.   

"Que o futuro da Europa está em jogo na África, acredito que está muito claro, sobretudo para nós italianos, por razões históricas e geográficas", declarou Gentiloni, que citou uma frase do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto (1975-1979), que recordava como o país fora um "cruzamento de civilizações".   

"O Mediterrâneo [também] sempre foi um cruzamento de diversas culturas. A Itália entende muito bem essa mensagem", acrescentou. Gentiloni se reuniu em Luanda com o atual mandatário angolano, João Lourenço, eleito em setembro de 2017, após os 38 anos do aliado José Eduardo dos Santos no poder, em uma votação contestada pela oposição.   

Em seu tour pelo continente, o primeiro-ministro da Itália já passou pela Tunísia (de 24 a 26 de novembro) e ainda visitará Gana (28) e Costa do Marfim (29), onde participará da 5ª Cúpula UE-África, que acontece em Abidjan. "Como país, estamos voltando a considerar a África como objetivo fundamental de nossa política externa e de nossa cooperação.   

Estou orgulhoso que, nos últimos anos, a política externa tenha voltado a considerar a África como merece", declarou Gentiloni em um encontro com a comunidade italiana em Luanda.   

Seu antecessor, Renzi, já havia sinalizado para essa direção com três viagens ao continente em pouco menos de três anos de mandato. Em julho de 2014, o ex-premier esteve em Angola, Moçambique e Congo. Um ano depois, no Quênia e na Etiópia.   

Mais tarde, em fevereiro de 2016, Renzi visitou Nigéria, Gana e Senegal. Além disso, ele realizou viagens pontuais ao Egito, em agosto de 2014, e à Tunísia, em março de 2015. Roma também tem patrocinado diversos acordos de cooperação entre UE e África, com o objetivo de conter os fluxos migratórios que nascem nas nações subsaarianas, passam pelo desprotegido litoral da Líbia, cruzam o Mediterrâneo e chegam à Itália.   

"Em Angola, estamos completamente abertos a qualquer tipo de investimento de empresas italianas, em qualquer setor. Sabemos que a Itália tem um rico tecido de pequenas e médias empresas, então as convidamos a investir em Angola", disse o presidente Lourenço, em coletiva ao lado de Gentiloni.   

A Itália foi o primeiro país europeu a reconhecer a independência angolana, em 1975. (ANSA)
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