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Trump anuncia troca de conselheiro para Segurança Nacional

22/03/2018 21h13

WASHINGTON, 22 MAR (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta quinta-feira (22) a usar o Twitter para anunciar uma troca no alto escalão de seu governo. Desta vez a vítima é o conselheiro para Segurança Nacional da Casa Branca, general H.R. McMaster, que será substituído por John Bolton, um dos artífices da Guerra do Iraque.   

"Estou feliz em anunciar que, a partir de 9 de abril de 2018, o embaixador John Bolton será meu novo conselheiro para Segurança Nacional. Sou muito grato pelo serviço do general H.R. McMaster, que fez um excelente trabalho e continua sendo meu amigo", escreveu Trump.   

Recentemente, o presidente já havia demitido o secretário de Estado Rex Tillerson pelo Twitter, substituindo-o pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo. Bolton será o terceiro conselheiro para Segurança Nacional de Trump - o primeiro foi "Michael Flynn", demitido por seu envolvimento no "caso Rússia", que apura supostas interferências de Moscou nas eleições norte-americanas de 2016.   

Segundo a imprensa local, o presidente não se dava bem com McMaster, um respeitado general defensor de uma abordagem mais diplomática em crises internacionais. Trump, de acordo com uma fonte republicana, expressava irritação por suas "diferenças de estilo e personalidade".   

Na última quarta (21), o jornal "The Washington Post" publicou que o magnata ignorara um aviso de sua equipe de Segurança Nacional para não felicitar Vladimir Putin pela vitória nas eleições presidenciais russas. O vazamento da informação enfureceu Trump e abriu uma "caça às bruxas" na Casa Branca.   

Ex-embaixador dos EUA nas Nações Unidas (ONU) e ex-funcionário de alto escalão do Departamento de Estado, Bolton é ligado à Associação Nacional do Rifle (NRA), principal lobista pró-armas do país, defendeu a Guerra do Iraque no governo de George W.   

Bush e já pediu publicamente uma intervenção militar para impedir o Irã de desenvolver bombas nucleares. (ANSA)
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