M5S convoca manifestações pela Itália contra novo governo

ROMA, 28 MAI (ANSA) - O líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi di Maio, convocou nesta segunda-feira (28) mobilizações pela Itália, após o presidente Sergio Mattarella nomear o economista Carlo Cottarelli a primeiro-ministro encarregado de formar um novo governo. "Chamo os cidadãos à mobilização: se façam ouvir. É importante que façamos isso de agora em diante. Organizaremos manifestações pacíficas, simbólicas", disse Di Maio. "Em 2 de junho, convido todos a estarem em Roma para uma grande manifestação", pediu.   

"Ontem foi a noite mais triste da democracia italiana". Segundo Di Maio, o presidente da República "decidiu ultrapassar suas prerrogativas constitucionais e não deixar seguir adiante o governo que recebeu 11 milhões de votos, o M5S". "Agora teremos um governo não votado nem pelo povo, nem pelo Parlamento, algo inédito na história da República", exaltou, em um vídeo postado no Facebook.   

"É um ato ignóbil não ter consentido o nascimento do governo formado pelo M5S e pela Liga. Fui um profundo admirador do Mattarella e estou verdadeiramente desiludido", disse o líder do M5S. Di Maio pediu que os seus eleitores pendurem as bandeiras da Itália nas janelas em sinal de protesto. Ele também garantiu que continuará honrando o acordo de governo alcançado com a Liga Norte, de Matteo Salvini.   

As duas legendas foram as mais votadas nas eleições legislativas de março na Itália e se uniram para formar um governo, apesar de suas divergências políticas.   

A Liga e o M5S indicaram o jurista Giuseppe Conte como primeiro-ministro. Mas Conte renunciou ontem, quando sua lista de ministros não foi aprovada por Mattarella. O presidente se opôs à nomeação de Paolo Savona ao Ministério da Economia, por se tratar de uma pessoa crítica à União Europeia e favorável à saída do euro. O líder da Liga Norte também defendeu que seguirá o contrato de governo, o qual tentará que seja aprovado em forma de projeto de lei pelo Parlamento. Salvini disse ainda que espera que novas eleições sejam convocadas em breve. (ANSA)
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