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Presidente encerra consultas políticas na Itália

Da ANSA, em Roma (Itália)

22/08/2019 13h15

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, concluiu há instantes as consultas ao partidos políticos para resolver a crise aberta no governo com a renúncia do primeiro-ministro Giuseppe Conte. Mattarella pretende fazer um pronunciamento por volta das 20h locais (15h de Brasília). O chefe de Estado se reuniu nas últimas horas com os principais nomes envolvidos na crise: o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi di Maio, e o da Liga Norte, Matteo Salvini, que sustentavam o governo de Conte.

"A Itália não pode se permitir a perder tempo com um governo que briga", disse Salvini, após o encontro com Mattarella. O político também voltou a defender a convocação de eleições antecipadas, criticou a possível aliança entre o M5S e o Partido Democrático (PD) e disse que aceitaria voltar ao governo com Di Maio se a legenda parasse de se opor às propostas da Liga.

"A Itália não pode ter um governo com posições distantes. Por isso, alertamos várias vezes que muitos 'nãos' dentro do governo poderiam leva-lo ao fim. Eu sou o que mais defendi essa ação de governo. Hoje o melhor caminho não podem ser os joguinhos do Palácio, os 'governos contra um ou outro'. O melhor caminho são as eleições", afirmou Salvini. "Um acordo de oposição [M5S e PD] é a velha política. Eu acho que a Itália não precisa de um governo assim", completou.

Referindo-se à possibilidade de voltar a governar com o M5S, Salvini disse que, "se quiserem reativar o país, estamos prontos para isso, sem julgamentos e sem olhar para trás". "Acredito que Di Maio trabalhou bem pelo interesse do país. Já sobre os insultos lançados pelos outros eu prefiro não responder", comentou Salvini.

Di Maio também foi recebido por Mattarella para ouvir a opinião do M5S sobre o futuro político do país. A legenda de Beppe Grillo estava sendo sondada pelo opositor PD para formar um novo governo, tirando Salvini do poder e evitando novas eleições. Com cautela, Di Maio voltou a dizer que prefere negociar uma maioria a convocar eleições. "Foram feitas todas as interlocuções para obter uma maioria sólida que tenha convergência em pontos principais. Nós não deixamos o barco afundar e nem os italianos pagarem por isso", exaltou.

"Os cidadãos que votaram no dia 4 de março votaram para mudar a Itália. Acho que o corajoso não é quem escapa, mas quem arrisca até o final para mudar as coisas, inclusive errando com sacrifícios e tentando corrigir", disse.

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