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Mais da metade dos hospitais de Beirute estão fora de uso

Hospital Wardieh foi destruído pela explosão no Porto de Beirute - STR/AFP
Hospital Wardieh foi destruído pela explosão no Porto de Beirute Imagem: STR/AFP

Da Ansa, em Beirute

12/08/2020 12h00

A OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou que Beirute, a capital do Líbano, tem mais da metade de seus centros hospitalares "fora de serviço" após as explosões registradas na área portuária no dia 4 de agosto. Os três maiores hospitais da cidade estão na lista.

O diretor para Emergências Regionais do órgão, Richard Brennan, informou que o número foi verificado após uma inspeção da OMS nos 55 centros sanitários e clínicas de Beirute e destacou que, entre aqueles que não estão paralisados, vários estão funcionando com a capacidade reduzida de atendimento.

Assim como ocorreu nos hospitais, conforme dados oficiais do governo da cidade, 601 edifícios históricos foram afetados em menor ou maior grau com as explosões, e 70 deles correm o risco de desabar.

Oficialmente, o governo libanês fala em 171 mortos nas explosões, mas o governador de Beirute informou que seriam 220 mortos e 110 desaparecidos. Além disso, 300 mil pessoas ficaram desabrigadas.

A principal suspeita para o incidente, ao menos do que causou a ampla destruição, foi o armazenamento incorreto de 2.750 toneladas de nitrato de amônio na área portuária. A revolta da população após as explosões foi tamanha que todo o governo de Beirute renunciou às suas funções.

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