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Coreias do Norte e do Sul testam mísseis balísticos

15/09/2021 08h40

PEQUIM, 15 SET (ANSA) - A Coreia do Norte realizou nesta quarta-feira (15) um novo teste de mísseis balísticos, levantando temores quanto a uma possível escalada da tensão no Extremo Oriente.   

Segundo o Estado Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul, Pyongyang disparou dois projéteis em direção ao Mar do Japão, mas ainda não há detalhes sobre os vetores utilizados.   

Esse já é o segundo teste de mísseis balísticos da Coreia do Norte em 2021 e representa uma violação das resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema.   

A Guarda Costeira do Japão confirmou que dois mísseis balísticos caíram na região, mas ainda fora de sua zona econômica exclusiva. "As ações de Pyongyang constituem uma ameaça à paz e à segurança de nossa nação e de toda a região", criticou o premiê japonês, Yoshihide Suga.   

O regime de Kim Jong-un vem intensificando suas atividades militares nas últimas semanas e testou recentemente mísseis de cruzeiro de longo alcance. Essas operações seriam uma resposta aos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos.   

Pouco depois dos novos disparos de Pyongyang, Seul testou de forma bem-sucedida um míssil balístico de lançamento submarino, tornando-se o oitavo país do mundo a possuir essa tecnologia, após EUA, Rússia, Reino Unido, França, Índia, China e a própria Coreia do Norte.   

Segundo o governo sul-coreano, esse tipo de armamento "pode desenvolver um papel importante na defesa nacional e na instauração da paz na península no futuro".   

Essa escalada militar chega em meio ao prolongado impasse nas negociações com os Estados Unidos para a desnuclearização das Coreias.   

As conversas estão travadas desde fevereiro de 2019, quando o então presidente Donald Trump abandonou de forma abrupta uma cúpula bilateral com Kim em Hanói, no Vietnã.   

O líder norte-coreano exige o fim das sanções internacionais para desmantelar seu principal complexo nuclear, mas os Estados Unidos querem que Pyongyang abra mão de todo o seu arsenal atômico. (ANSA).   

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