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1 mês

Governador italiano é ameaçado por antivax e ganha escolta

06/12/2021 13h51

TRIESTE, 6 DEZ (ANSA) - Um dos governadores mais proeminentes da Itália passou a andar sob escolta após ter recebido ameaças de militantes antivacinas, que vêm demonstrando insatisfação cada vez maior com as crescentes restrições no país para quem não foi imunizado contra a Covid-19.   

Massimiliano Fedriga, governador de Friuli Veneza Giulia e presidente da Conferência das Regiões italianas, é acompanhado desde a semana passada por dois seguranças em todos os seus deslocamentos.   

"Espero, sobretudo por minha família, que essa situação se resolva o quanto antes", afirmou Fedriga, do partido de ultradireita Liga, nesta segunda-feira (6). O governador se tornou alvo de ameaças após defender a campanha de vacinação contra a Covid e restrições para não imunizados.   

Há cerca de um mês, chegou a dizer que as pessoas não se vacinam porque "um ou outro palhaço conta mentiras" para assustá-las.   

Além disso, a capital de Friuli Veneza Giulia, Trieste, registrou um surto de casos em outubro e novembro devido a manifestações contra o certificado sanitário do governo, provocando a ira de Fedriga.   

"Por culpa das manifestações, tivemos o maior foco de Friuli Veneza Giulia na pandemia. O problema desses protestos não é apenas a difusão do vírus entre alguns participantes, mas também as mensagens deletérias lançadas, como aquelas puramente antivacinas", disse ele em novembro passado.   

Protestos antivax na Itália já tiveram diversos episódios de violência, como a invasão da sede do principal sindicato do país, em Roma, e o lançamento de ovos contra o carro do governador da Ligúria, Giovanni Toti, de centro-direita.   

Como a Itália vive uma alta nos novos casos de Covid, o governo de Mario Draghi reforçou as restrições para não vacinados, que agora não podem mais entrar em locais como eventos esportivos, shows, festas e áreas cobertas de bares e restaurantes.   

Até o momento, cerca de 73% da população italiana está totalmente vacinada contra a Covid, porém mais de 6 milhões de pessoas com 12 anos ou mais não tomaram sequer a primeira dose.   

(ANSA).   

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