Ex-presidente argentino Mauricio Macri defende moeda única

(ANSA) - BRASÍLIA, 11 DIC - O ex-presidente argentino Mauricio Macri defendeu nesta segunda-feira (11) em São Paulo a moeda única entre Brasil e Argentina, seguindo o modelo da União Europeia, mas fez um leve questionamento à dolarização defendida pelo flamante mandatário, seu aliado Javier Milei.   

"Entendo as vantagens simbólicas da dolarização, mas o Equador (país que adotou o dólar como moeda) voltou a ter déficit fiscal", afirmou Macri, segundo o jornal Folha de S.   

Paulo.   

"Se o Mercosul é sério, precisamos ter as mesmas regras e a mesma moeda como a zona do euro", acrescentou o político que governou a Argentina entre 2015 e 2019.   

Ele lembrou que em 2019 discutiu com seu colega, Jair Bolsonaro (PL), e o então ministro da Economia, Paulo Guedes, a possibilidade de adotar uma moeda única.   

Dado que Brasil e Argentina têm suas economias voltadas para a exportação de commodities, há espaço para a criação de uma moeda comum, afirmou.   

Macri disse que não "muda uma vírgula" do discurso feito ontem (10) por Milei após a posse do cargo em Buenos Aires. O manifesto do novo governante, avaliou, foi "perfeito, sobretudo do ponto de vista liberal; as ideias que ele defende são as que sempre defendi".   

Macri também expressou seu apoio ao ajuste fiscal mileísta.   

Ele defendeu o "congelamento de todos os gastos públicos possíveis para gerar equilíbrio".   

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou na cerimônia de na Casa Rosada após uma série de polêmicas com Milei, que tem uma estreita relação com Bolsonaro. Para Macri, o novo governante não deve criar dificuldades na relação com o Brasil. "Ele (Milei) é muito pragmático, aprende rápido", finalizou. (ANSA).   

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