Canadá investigará desaparecimento de 4 mil mulheres indígenas desde 1980

Estimativas recentes do governo canadense superam - e muito - previsões anteriores do número de mulheres indígenas desaparecidas ou assassinadas no país.

Inicialmente, o cálculo era de 1,2 mil casos, mas novas projeções alcançam os 4 mil.

Segundo a ministra dos Direitos das Mulheres, Patty Hajdu, não é possível precisar os números porque faltam dados mais concretos.

De acordo com uma pesquisa feita pela Native Women's Association of Canada (Associação de Mulheres Indígenas do Canadá, em tradução livre) e citada por Hadju nesta nova estimativa, o número mais realista é o de 4 mil casos.

Um inquérito nacional deve ser instaurado em breve para apurar o tema, afirmaram Hajdu e a ministra para Assuntos Indígenas, Carolyn Bennett, às sobreviventes e seus parentes.

A investigação foi promessa eleitoral do primeiro-ministro Justin Trudeau, eleito no ano passado.

Ele também prometeu aumentar o financiamento para a publicação e revisão das leis sobre os povos indígenas.

O dado anterior, de 1,2 mil casos, foi estimado por um relatório de 2014 feito por uma divisão da polícia canadense, a Royal Canadian Mounted Police, referente ao período entre 1980 e 2012.

Em dezembro de 2015, as autoridades canadenses condenaram um homem pela morte de uma menina indígena, incidente que provocou clamor nacional.

Raymond Cormier, 53, foi acusado de assassinato em segundo grau pela morte de Tina Fontaine, 15, uma das muitas indígenas encontradas mortas no Red River.

Uma reportagem publicada pela BBC em abril de 2015 revelou que dezenas de mulheres indígenas desaparecem a cada ano e muitas delas tem os corpos encontradas mais tarde neste mesmo rio.

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