Checkpoint Berlim: Curiosidades da medicina

Museu de História da Medicina Berlinense da Charité pode surpreender visitantes desavisados. Coleção conta com peças anatômicas que impressionam. Visita vale a pena para quem se interessa pelo tema.Berlim tem uma variedade enorme de museus, para todos os gostos. Apesar de morar aqui há oito anos, tem alguns que ainda não conheço: como era o caso do Museu de História da Medicina Berlinense da Charité. Ao ver que ele estava como uma exposição sobre ciência forense, resolvi visitá-lo. Já tinha ouvido falar sobre este espaço, mas nunca tive muita curiosidade, apesar de já ter tido vontade de cursar medicina, num passado distante, esta não é nem um pouco a minha área. Enfim, a exposição me interessava e fui conhecer o museu. Comecei pela exposição permanente, que conta a história do desenvolvimento da medicina em Berlim e do hospital da Charité. O início foi bem light, com instrumentos e medicamentos, usados no início da medicina. A coisa ficou meio pesada na sala da coleção de peças anatômicas – ou seja, órgãos humanos conservados em potinhos. A exposição impressiona. Seria interessante ter tido contato com esse material durante as aulas de biologia no colégio. Na coleção, há pulmões, rim, fígado, tênia, tumores e mais uma variedade de órgãos saudáveis e com patologias. Havia alguns preparados bem chocantes, passei bem rapidamente por alguns. Por último, visitei o espaço da exposição sobre ciência forense e gostei bastante. A ideia central é colocar os visitantes dentro do universo da polícia criminal e contextualizar as diferentes técnicas utilizadas para solucionar crimes. No fim da visita, tive certeza que jamais conseguiria ter cursado medicina, mas não me arrependi de ter conhecido o Museu de História da Medicina Berlinense da Charité e o recomendo para quem se interessa pelo tema. O Museu de História da Medicina Berlinense da Charité fica no centro de Berlim, dentro do complexo do hospital, na Charitéplatz 1. A exposição sobre ciência forense fica em cartaz até janeiro de 2018. Clarissa Neher é jornalista freelancer na DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, publicada às sextas-feiras, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy.

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