"Estado Islâmico" reivindica autoria de ataque em Londres

Grupo extremista afirma que agressor era um de seus soldados. Homem de 52 anos era nascido no Reino Unido e já havia sido investigado por ligação com extremismo e condenado por outros crimes.O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou nesta quinta-feira (23/03) a responsabilidade pelo ataque nos arredores do Parlamento britânico, em Londres, perpetrado na véspera. Por meio da agência de notícias Amaq, ligada ao grupo, o EI afirmou que o agressor da capital britânica era um de seus soldados. Leia mais: O que se sabe sobre o ataque em Londres "Ele realizou a operação em resposta a pedidos para atingir cidadãos da coalizão", diz o comunicado emitido pelo grupo, em referência à coalizão internacional contra o EI na Síria e no Iraque, liderada pelos EUA e da qual o Reino Unido faz parte. O agressor foi identificado pela polícia como Khalid Masood, de 52 anos. Nascido no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, ele residia atualmente na região central do país. Masood já havia sido condenado por crimes como agressão e posse de arma. A primeira-ministra britânica, Theresa May, também afirmou que o autor do ataque era conhecido das autoridades. "Há alguns anos ele foi investigado pelo MI5 [serviço de segurança britânico] em conexão com preocupações sobre violência extremista [...] Ele não faz parte do cenário de inteligência atual. Não havia [informações de] inteligência sobre sua intenção ou o plano [de ataque]. Investigações intensivas continuam", declarou a premiê. Oito pessoas foram presas por suspeitas de conexão com o ataque, informou nesta quinta-feira a Polícia Metropolitana de Londres. As autoridades afirmaram não haver evidências que apontem para "novas ameaças terroristas". Em um pronunciamento em frente à sede da Scotland Yard, o chefe da unidade antiterrorista da polícia londrina, Mark Rowley, disse que a operação envolveu buscas em seis endereços de Londres e Birmingham. A polícia disse acreditar que o autor do ataque tenha agido sozinho, "inspirado pelo terrorismo internacional". Rowley também aproveitou o pronunciamento para revisar o número de vítimas para três, em vez dos quatro divulgados anteriormente, incluindo o policial esfaqueado. O secretário da Defesa britânico, Michael Fallon, disse à rádio BBC que a polícia trabalha com a hipótese de que o incidente teve ligação com o "terrorismo islâmico de alguma forma". O ataque Nesta quarta-feira, um veículo avançou contra pedestres na ponte Westminster, nas proximidades do Big Ben, matando ao menos duas pessoas e deixando cerca de 40 feridos. Momentos depois, o motorista desceu do veículo e esfaqueou um policial, que também morreu, antes de ele mesmo ser baleado e morto por policiais. Ainda não houve reivindicação de autoria. Os investigadores acreditam que já identificaram o autor do ataque, mas a polícia não fornecerá mais detalhes por enquanto, afirmou Rowley. Diversos turistas estrangeiros que estavam em passagem por um dos maiores marcos da capital britânica foram alvos do ataque. Entre os 29 feridos hospitalizados estão: 12 britânicos, três franceses, quatro sul-coreanos, um alemão, um polonês, um irlandês, um chinês, um italiano, um americano, dois gregos e dois romenos. O episódio de quarta-feira é o mais sangrento ataque na capital inglesa desde 2005, quando quatro homens-bomba inspirados pela Al Qaeda atacaram o sistema de transporte londrino, deixando 52 mortos. No ano passado, a parlamentar Jo Cox foi assassinada por um agressor neonazista. IP/efe/afp/ap

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