Ataque mata dezenas de familiares de membros do EI na Síria

Bombardeio de coalizão internacional em Mayadin fez mais de 100 vítimas, entre elas ao menos 40 crianças. Alvo era prédio que abrigava parentes de integrantes do grupo extremista.Um ataque aéreo realizado pela coalizão internacional contra o grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), liderada pelos Estados Unidos, deixou ao menos 106 mortos na cidade de Mayadin, na Síria, nesta sexta-feira (26/05). Um dos alvos do bombardeio era um prédio onde estavam cerca de 80 familiares de integrantes do EI. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que mais de 40 crianças estão entre as vítimas. Segundo a ONG e fontes médicas, as famílias estavam refugiadas no edifício da câmara municipal da cidade próxima da fronteira com o Iraque, que desde 2014 é controlada pelo EI. "Trata-se do balanço mais pesado [de vítimas] causado por um bombardeio dirigido contra as famílias de 'jihadistas' na Síria", afirmou Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Muitas das famílias chegaram a Mayadin após fugirem da ofensiva curda, que conta com o apoio dos Estados Unidos, em Raqqa – principal reduto jihadista na Síria e capital não oficial do autodenominado califado –, e do Iraque. O ataque aéreo desta sexta-feira ocorreu poucas horas depois da morte de 37 civis, na sua maioria familiares de 'jihadistas', na mesma cidade, após outro bombardeio. A coalizão afirmou que toma precauções para evitar vítimas civis nas ações e investigará qualquer indício desse tipo de ocorrência. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, entre 23 de abril e 23 de maio, a coalizão internacional realizou os seus ataques mais mortais contra a população civil na Síria, matando 225 pessoas. No início do mês de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu "destruir o Estado Islâmico". Diante da morte de civis, a ONU apelou nesta sexta-feira "às forças aéreas de todos os Estados" que conduzem ataques na Síria a distinguir melhor "entre os alvos civis e os alvos militares", salientando que os 'jihadistas' estão misturados com a população e impedem as pessoas de fugir. CN/lusa/rtr/afp/ap

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