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TSE barra candidatura de José Roberto Arruda

27/08/2014 00h57

Brasília, 26 ago (EFE).- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou nesta terça-feira a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal, cargo do qual foi cassado acusado de corrupção.

Por maioria o TSE decidiu anular a candidatura de Arruda, que aparecia como favorito nas pesquisas para o governo, por considerar que viola a legislação da ficha limpa.

Apesar de caber recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão é praticamente definitiva, uma vez que é quase impossível que seja julgado antes das eleições.

Arruda foi eleito governador de Brasília em 2006, mas no início de 2010 foi levado direto para a prisão envolvido no escândalo batizado de 'mensalão do DEM'.

Um dos estopins da cassação do então governador foi o vazamento de um vídeo que mostrava Arruda e vários deputados e membros do gabinete negociando a partilha de subornos.

Os acusados chegaram a aparecer com maços de dinheiro que eram guardados em pastas, meias e até nas cuecas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez a argumentação hoje no STE e lembrou do escândalo para justificar a anulação da candidatura de Arruda.

Em um pronunciamento contundente, Janot pediu especialmente aos juízes do tribunal eleitoral que "não esqueçam o vídeo que registrou de forma escandalosa uma distribuição pantagruélica dos recursos públicos".

Este processo ainda corre na Justiça, mas pesa sobre ele uma condenação em primeira instância que o impede de concorrer a cargos públicos e se refere a um assunto de corrupção de 2001, quando era senador.

Apesar de seus antecedentes, Arruda foi indicado como candidato ao governo do DF pelo PR, que deverá agora decidir se escolhe outro nome para substitui-lo.

Segundo uma pesquisa divulgada hoje pelo Ibope, Arruda tinha 36% das intenções de voto, à frente do atual governador, Angelo Queiroz (PT), empatado com 16% com o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB).

Diante da possibilidade de Arruda ficar fora da disputa, o Ibope colocou um eventual segundo turno entre Agnelo e Rollermberg, que nesse caso venceria com 44%, contra 22% do atual governador.

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