"Posso matar alguém na 5ª Avenida e não perderia votos", diz Trump

  • Brian Snyder/Reuters

    O candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump fala durante comício em Nashua

    O candidato à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump fala durante comício em Nashua

O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump disse neste sábado (23) que seus eleitores são tão leais que ele poderia "matar alguém" na Quinta Avenida de Nova York e, mesmo assim, não perderia votos.

"Tenho os eleitores mais leais. Alguma vez vocês viram algo assim? Eu poderia parar na metade da Quinta Avenida, disparar contra as pessoas e não perderia eleitores", afirmou Trump em um ato de campanha na cidade de Sioux Center, em Iowa, Estado que será o primeiro a votar nas eleições primárias do partido.

O empresário, que lidera as pesquisas republicanas em Iowa, New Hampshire (o segundo estado a votar nas primárias) e no resto do país, fez as declarações um dia depois de a influente revista conservadora "National Review" ter publicado uma edição especial considerada como um autêntico manifesto contra sua candidatura.

Intitulada como "Against Trump" (Contra Trump), a edição contém 22 editoriais de importantes figuras conservadoras de várias tendências, que concordam em considerar o empresário como um candidato devastador para o Partido Republicano e para o país.

Trump, fiel ao seu estilo, ironizou os comentários da revista pelo Twitter ao considerar que poucas pessoas leem a publicação e teria pouca influência entre o público geral.

Entre as personalidades conservadoras que criticaram Trump na edição estão Gleen Beck e Brent Bozeel, que decidiram apoiar o principal rival do magnata, Ted Cruz, senador pelo Texas.

Trump lidera as pesquisas em Iowa, com 28,7%, mas Cruz está muito perto, com 26,2%, e inclusive chegou a superá-lo recentemente, de acordo com a média elaborada pelo site "RealClearPolitics". Em New Hampshire, o magnata tem uma vantagem muito mais ampla: 32% contra 13% do governador de Ohio, John Kasich, e 11,4% de Cruz.

O pré-candidato voltou a questionar hoje a legitimidade de Cruz para ser presidente, pelo fato de o rival ter nascido no Canadá, e brincou que poderia até mesmo processá-lo, apesar de depois ter desistido da ideia ao afirmar que vai poupar os custos legais de uma ação vencendo todos os adversários nas eleições.

O magnata afirmou recentemente que indicar Cruz como candidato republicado seria muito perigoso para o partido porque os democratas levariam o caso para os tribunais pelo senador ter origem canadense.

Cruz, que cresceu nas pesquisas no último mês e se tornou o principal rival de Trump, nasceu em Calgary, no Canadá. Seu pai é cubano e sua mãe, americana.

A Constituição dos EUA determina que, para ser candidato à presidência, a pessoa deve ser "cidadã americana por nascimento". A cláusula é interpretada como incluindo todos os cidadãos americanos, independentemente de onde nasceram.

Dessa forma, Cruz pode concorrer à Casa Branca por sua mãe ser americana, mesmo ele tendo nascido no Canadá.

Trump e Cruz adotaram uma postura de quase aliados nos primeiros meses da campanha, mas os ataques mútuos se tornaram frequentes à medida que o senador cresceu nas pesquisas e as primárias se aproximam.

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