Estado Islâmico divulga supostas imagens do "Jihadi John" sem máscara

Beirute, 27 jan (EFE).- O grupo terrorista Estado Islâmico publicou imagens de "Jihadi John", responsável por decapitar vários reféns ocidentais na Síria, com o rosto descoberto, na edição mais recente de sua revista semanal pela internet "Al Nabá" ("As Notícias").

Os extremistas dedicam ao combatente duas páginas de texto, acompanhadas de três fotografias. O terrorista era conhecido entre os radicais como Abu Muharib al Muhayir, mas tinha como nome real Mohammed Emwazi, e morreu em um ataque com um drone realizado no dia 12 de novembro de 2015.

Na primeira das imagens, Emwazi aparece com um capuz, mas nas outras duas pode ser visto com o rosto descoberto, com cabelo longo, barba e adorno militar. O grupo não detalha onde as fotografias foram feitas.

Ao longo do artigo, o Estado Islâmico faz um repasse da biografia de "John", que foi criado em Londres antes de se mudar para a Síria. A revista recorda a morte do radical, ocorrida depois de um ataque da coalizão internacional em novembro, mas confirmada pelo grupo apenas no último dia 19.

Identificado em fevereiro de 2015, Emwazi foi visto pela primeira vez em imagens divulgadas pelo EI através da internet em agosto de 2014, quando apareceu no vídeo do assassinato do jornalista americano James Foley falando em inglês com um forte sotaque britânico.

Além disso, apareceu nos vídeos do grupo nos quais foram exibidas das decapitações do também jornalista americano Steven Sotloff, do voluntário americano Abdul-Rahman Kassig, dos voluntários britânicos David Haines e Alan Henning e do jornalista japonês Kenji Goto.

Ainda em 2011, os serviços de contraespionagem britânicos MI5 o consideravam uma "pessoa de interesse", que deveria ser vigiada, pois se lhe relacionava com grupos extremistas.

"Jihadi John" foi criado na capital britânica e tinha licenciatura em informática. Segundo o EI, o terrorista era de nacionalidade britânica, original do Kuwait, e sua mãe era iemenita. EFE

ssa/dr

(foto)

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