Japão mobiliza suas tropas para possível derrubada de míssil norte-coreano

Tóquio, 29 jan (EFE).- O governo do Japão ordenou nesta sexta-feira às Forças de Autodefesa (Exército) do país que se preparem para a possibilidade de derrubar um míssil que a Coreia do Norte poderia lançar em breve, e evitar, portanto, que este caía sobre território japonês.

"Tomamos as medidas necessárias para poder responder a qualquer tipo de situação", afirmou hoje o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, em declarações divulgadas pela agência "Kyodo".

Suga evitou dar mais detalhes sobre a iniciativa do Ministério da Defesa, com vistas a não revelar "informação sensível" sobre a capacidade do Japão para interceptar mísseis.

As últimas imagens por satélite da base norte-coreana de Sohae mostraram que há movimento nas instalações e que a Coreia do Norte poderia estar preparando o lançamento de um projétil de longo alcance nos próximos dias, como advertiram ontem Seul, Tóquio e Washington.

O ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, disse hoje que conversou por videoconferência com o secretário de Estado americano, John Kerry, para que os dois países cooperem estreitamente em torno do possível lançamento norte-coreano.

"Trabalharemos estreitamente com os Estados Unidos e outros países envolvidos e tomaremos todas as medidas possíveis para garantir a segurança do público", disse Kishida em entrevista coletiva.

"A Coreia do Norte poderia empreender novas ações de provocação", acrescentou Kishida em alusão aos indícios do possível lançamento, que segundo Washington poderia acontecer nas próximas duas semanas.

As imagens publicadas e analisadas hoje pelo site especializado na Coreia do Norte, "38 north", mostram "atividades de baixa intensidade" na estação de lançamento situada na província de Pyongan do Norte, no extremo noroeste do país.

Isso indica que o regime de Kim Jong-un estaria nas "fases antecipadas de preparação para o lançamento de um veículo espacial", uma ação que Pyongyang garantiu no ano passado que realizaria em um futuro próximo.

O último lançamento deste tipo aconteceu em 2012, quando a Coreia do Norte conseguiu pôr em órbita um satélite com seu foguete de longo alcance Unha-3, uma ação que a comunidade internacional considerou como parte de seu programa de desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais e que deu origem a novas sanções da ONU.

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