Sanders pressiona Hillary, e Trump se distancia de Cruz às vésperas de caucus

Raquel Godos.

Washington, 29 jan (EFE).- A poucos dias do início das primárias nos Estados Unidos, a pré-candidata favorita entre os democratas, Hillary Clinton, vê pelo retrovisor seu concorrente mais próximo, Bernie Sanders, se aproximar perigosamente nas pesquisas, enquanto os republicanos assistem a uma batalha entre Donald Trump e Ted Cruz da qual Marco Rubio espera sair beneficiado.

A vantagem em nível nacional que a ex-primeira dama tem sobre o senador pelo estado de Vermont caiu para sua margem mais estreita desde que a campanha presidencial começou, segundo a última pesquisa divulgada pela rede de televisão "ABC" e pelo jornal "Washington Post", com 55% de apoio para Hillary e 36% para Sanders.

A ex-secretária de Estado, que viu o então jovem senador Barack Obama lhe arrebatar a vitória em Iowa em 2008 de maneira inesperada, está redobrando seus esforços para conquistar os delegados do primeiro dos estados em disputa.

Fato é que enquanto ela registra seus piores números até o momento, Sanders alcança seus melhores, alimentado pela maior vulnerabilidade da até agora favorita: sua baixa capacidade para se mostrar honesta e confiável para os eleitores.

Neste sentido, o senador já superou Hillary por vários pontos, conseguindo obter a confiança de 48% dos entrevistados democratas, contra os 36% alcançados pela ex-secretária de Estado na mesma pesquisa.

Em Iowa, um estado considerado fundamental para conseguir a indicação, Sanders chegou a superar Hillary em quatro pontos percentuais, segundo uma recente pesquisa da prestigiada Universidade de Quinnipiac.

Seus dados apontam que Sanders é a melhor opção para 49% dos prováveis constituintes da assembleia, seguido de Hillary com 45%, e muito atrás aparece o ex-governador de Maryland, Martin O'Malley, com 4%.

"Isto já foi visto antes? Quem teria pensado a respeito quando começou a campanha? Hillary lutando com Sanders para se manter na liderança na última semana antes do caucus de Iowa", disse Peter A. Brown, diretor assistente da pesquisa da Universidade de Quinnipiac.

"Deve fazê-la pensar que, há oito anos, seu fracasso em Iowa lhe custou a presidência", acrescentou Brown.

No outro lado do ringue, o magnata Donald Trump conseguiu aumentar a distância que o separava de seu rival mais forte nas últimas semanas, o senador Ted Cruz, de quem uma vez chegou a dizer que seria "um bom vice-presidente", insinuando que poderia acompanhá-lo em sua candidatura.

O multimilionário obteve nesta semana um novo recorde de intenções de voto: 4 de cada 10 eleitores conservadores lhe dão seu apoio, segundo uma nova pesquisa da rede de TV "CNN".

Segundo a pesquisa, 41% dos eleitores republicanos em nível nacional respalda a candidatura do multimilionário à presidência, mais que o dobro de Cruz, que obteve 19% de apoio.

Nenhum outro pré-candidato republicano para as primárias alcançou os dois dígitos. O senador pela Flórida, Marco Rubio, aparece em terceiro lugar (8%), seguido pelo neurocirurgião Ben Carson (6%) e o ex-governador da Flórida Jeb Bush (5%). Os demais concorrentes ficaram abaixo desse número.

Todas as pesquisas e os analistas apontam que Trump chegou à liderança da disputa republicana impulsionado por sua condição de "outsider", como são conhecidos aqueles candidatos que não seguem as pautas do partido.

Segundo a pesquisa da "ABC" e do "Washington Post", 54% dos republicanos procuram um candidato de fora da classe política.

No entanto, esses estratosféricos números em nível nacional não são tão amplos para Trump em Iowa, que na última pesquisa divulgada pela Universidade Monmouth (Oregon) obtém 30% das intenções de voto, contra 23% de Cruz e 16% de Rubio.

Dessa forma, os senadores pelo Texas e pela Flórida podem despontar como os candidatos do "establishment" com mais força, e muitos os consideram a única esperança do partido para fazer frente a Trump, cuja liderança nas pesquisas pressagia um cenário insólito difícil de prever.

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