Políticas antiterror de Trump e Cruz fariam mundo mais perigoso, diz Hillary

Washington, 23 mar (EFE).- A ex-primeira-dama e pré-candidata à presidência dos Estados Unidos pelo partido Democrata, Hillary Clinton, atacou nesta quarta-feira a política antiterrorista promovida por seus adversários republicanos, Donald Trump e Ted Cruz, e afirmou que suas propostas podem tornar o país menos seguro e projetar um contexto internacional "mais perigoso".

Apenas um dia depois dos atentados terroristas em Bruxelas, nos quais mais de 30 pessoas morreram e 300 ficaram feridas, a também ex-secretária de Estado americana defendeu uma estratégia que "não contenha o Estado Islâmico, mas o derrote".

"Os muros não vão nos proteger desta ameaça. Não podemos conter o EI, devemos derrotá-lo", disse ela na Universidade de Stanford (Califórnia), em discurso voltado exclusivamente a seus planos para acabar com o terrorismo transnacional.

"Temos que confiar no que realmente funciona, não fanfarronear com o que aliena nossos aliados e não nos situa em uma posição mais segura", declarou, em alusão às propostas defendidas pelos pré-candidatos conservadores.

Além disso, ela citou diretamente a proposta de Cruz de que a polícia patrulhe os bairros muçulmanos nos Estados Unidos: "É errado, é contraproducente e é perigoso".

Em relação aos atentados ocorridos na Bélgica, a ex-primeira-dama insistiu que é "tempo de estar junto com a Europa" e destacou a necessidade de que os países-membros da União Europeia fortaleçam sua estratégia antiterrorista e seus esforços em matéria de inteligência.

Neste sentido, Hillary falou sobre a polêmica gerada entre empresas do setor de tecnologia e o governo dos EUA sobre a necessidade de que as forças de segurança tenham acesso às comunicações privadas para rastrear possíveis ameaças.

"A comunidade tecnológica e o governo têm que deixar de se verem como adversários", afirmou.

Hillary advertiu ainda que o terrorismo jihadista está "em constante adaptação" e que, por isso, os EUA devem fazer o mesmo para acabar com ele.

"Não podemos deixar que o medo nos impeça de fazer o que for necessário para nos manter a salvo, nem deixar que nos force a ações imprudentes que nos tornarão mais vulneráveis", insistiu.

"Os Estados Unidos não se encolhem de medo, nem se escondem por trás de muros. Lideramos e vencemos", declarou.

Hillary propôs uma estratégia para pôr fim ao terrorismo do EI baseada em três pontos fundamentais: acabar com seu domínio do território na Síria e no Iraque, desmantelar sua rede global de terror e fortalecer a defesa do território americano, tudo isso baseado em um fortalecimento da diplomacia internacional.

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