Protesto contra reforma trabalhista termina com cerca de 40 detidos na França

Paris, 24 mar (EFE).- Os protestos organizados nesta quinta-feira na França contra a reforma trabalhista do Executivo socialista no dia de sua apresentação se saldaram com cerca de 40 detidos, alguns carros queimados e outros danos materiais.

O Ministério do Interior informou que quase 43.000 pessoas saíram às ruas, delas entre 4.800 e 5.200 em Paris, uma das três cidades, junto com Nantes e Rouen, onde ocorreram os principais distúrbios.

O mais polêmico aconteceu na frente de um colégio da capital francesa e foi amplamente divulgado nos veículos de comunicação do país.

Um vídeo dessa manifestação mostra um jovem de cerca 15 anos caído no chão e rodeado de policiais, um dos quais parece agredi-lo enquanto tenta se levantar.

"Essas imagens são impactantes e me surpreenderam", disse hoje em Bruxelas o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, que ressaltou que a procuradoria de Paris abriu uma investigação e que adotará as sanções correspondentes em função de suas conclusões.

Cazeneuve destacou que esse vídeo "não corresponde à ideia que quase todos os policiais têm de sua missão" e se mostrou confiante em que o incidente será esclarecido.

Em Nantes também foram registrados enfrentamentos entre as forças da ordem e manifestantes encapuzados, e em Rouen os incidentes ocorreram em frente à sede local do Partido Socialista.

O projeto de lei não parou de gerar críticas desde que vazaram em fevereiro suas principais medidas, e as concessões efetuadas até agora pelo Executivo não contentaram nem a maioria parlamentar nem os sindicatos de trabalhadores e as patronais.

A reforma busca, segundo o governo, dar maior flexibilidade às empresas e garantias aos empregados, e começará seu trâmite parlamentar a partir de abril.

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