Bélgica pedirá entrega de homem detido na Itália que falsificava documentos

Bruxelas, 27 mar (EFE).- A justiça da Bélgica pedirá a entrega do argelino detido na Itália, sobre o qual pesava uma ordem de captura das autoridades belgas por fazer parte de uma rede de falsificadores de documentos que foram utilizados por terroristas dos atentados de Paris e provavelmente de Bruxelas.

A procuradoria de Bruxelas informou neste domingo à Agência Belga que pedirá a mudança de Djamal Eddine Ouali à Bélgica, por fornecer documentação falsa aos supostos autores dos atentados de Paris, entre eles possivelmente o suposto cérebro dos ataques, Salah Abdeslam, que foi detido no dia 18 no distrito bruxelense de Molenbeek.

A investigação ainda deve determinar se este homem de 40 anos também proporcionou documentos falsos aos autores do duplo atentado de terça-feira em Bruxelas, segundo a procuradoria.

Em outubro de 2015 foram realizadas várias inspeções devido a uma ordem judicial relacionada com uma rede que fabrica documentos de identidade falsos, informou a procuradoria. Foi aberta uma investigação e diversos suspeitos foram colocados sob observação, com comunicações grampeadas.

As investigações permitiram localizar a oficina na qual se fabricavam documentos falsificados e o suposto líder da rede foi detido e posto sob mandato de detenção, junto com outros supostos cúmplices. Segundo a Agência Belga, nove pessoas foram postas sob prisão preventiva.

Djamal Eddine Ouali, um dos líderes da organização, permanecia foragido até sua detenção no sábado na Itália. Ele foi interrogado após a detenção, mas optou pelo direito de permanecer em silêncio, segundo a imprensa belga.

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