Setor público venezuelano trabalhará apenas 2 dias por semana devido à seca

Caracas, 26 abr (EFE).- O governo da Venezuela decretou que o setor público não trabalhará nas quartas, quintas e sextas-feiras, como medida de economia de energia devido à seca que castiga o país, e pediu aos poderes Judicial, Eleitoral e Cidadão que colaborem com essa decisão.

"Nas quartas, quintas e sextas-feiras não haverá trabalho no setor público, com exceção das tarefas fundamentais e necessárias. Além disso, as sextas-feiras não serão laborais para os centros educativos dos níveis inicial, médio e básico", disse o vice-presidente executivo Aristóbulo Istúriz.

O vice-presidente fez esse anúncio no reservatório de Guri, o mais importante do país, cujo nível de água está crítico, e relatou que essa decisão partiu diretamente do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O governo já tinha anunciado no dia 7 de abril que não haveria expediente nas sextas-feiras no setor público para responder à emergência nacional ocasionada pela seca.

Hoje, minutos depois do anúncio de Istúriz, Maduro confirmou essa informação através de seu programa de rádio e televisão e anunciou que foi instalada uma comissão presidencial especial para recuperar "todo o ecossistema do Guri".

"O vice-presidente anunciou, de acordo com minhas instruções, uma nova medida necessária para que a administração pública trabalhe nas segundas e terças-feiras, enquanto passamos por estas semanas críticas, extremas, nas quais estamos fazendo o possível para salvar o Guri", disse Maduro.

Além disso, o presidente indicou que a partir de amanhã, durante pelo menos duas semanas, este sistema laboral será mantido.

Nos últimos dois dias, ocorreram protestos intermitentes em rejeição ao racionamento elétrico causado pela seca em cidades do interior venezuelano, segundo informações veiculadas pelos cidadãos nas redes sociais, um meio que também foi utilizado pelas autoridades para informar sobre os efeitos da seca.

A companhia estatal de energia Corpoelec recorreu hoje às redes sociais para informar sobre a queda progressiva do nível da água nas represas das usinas hidrelétricas.

Os quase 30 milhões de habitantes da Venezuela consomem em média 15.500 megawatts por hora, 9.500 dos quais são gerados pelas hidrelétricas. Os níveis das represas do país baixaram sensivelmente devido à seca, que foi agravada nos últimos meses pelo fenômeno climático El Niño.

A situação também levou o governo a realizar cortes programados de luz, especialmente no interior do país e em shoppings.

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