Parlamento irlandês reelege democrata-cristão Enda Kenny como premiê

Dublin, 6 mai (EFE).- O líder do partido democrata-cristão Fine Gael, Enda Kenny, foi reeleito nesta sexta-feira primeiro-ministro da República da Irlanda com o apoio de deputados independentes e a abstenção do principal partido da oposição, na quarta sessão de posse realizada na Câmara Baixa (Dáil) desde as eleições gerais de fevereiro.

Kenny formará agora um governo em minoria com os independentes, que será apoiado pela oposição durante pelo menos três anos, pelo Fianna Fáil (FF, centro) de Micheál Martin, que ficou em segundo naquele pleito.

O veterano político se tornou nesta sexta-feira, 70 dias após as eleições, ao ser reeleito "Taoiseach", o primeiro líder do Fine Gael a governar duas legislaturas seguidas desde a fundação do partido há 83 anos.

Em um Dáil formado por 157 deputados com direito a voto, a candidatura de Kenny obteve o "não" de 49 parlamentares e o "sim" de 59, 50 do FG e nove independentes.

Os 44 deputados do FF optaram por se absterem, o que neutralizou a rejeição dos 23 parlamentares do Sinn Féin de Gerry Adams - terceira força nacional, e dos sete do Partido Trabalhista, parceiro do FG no governo de coalizão na legislatura anterior.

Algum dos nove independentes que apoiaram Kenny farão parte do futuro Executivo, e poderiam ocupar entre dois ou três ministérios e secretarias de Estado, com presença na mesa do Conselho de Ministros.

As políticas de austeridade aplicadas pelo FG e pelos trabalhistas nos últimos cinco anos provocaram sua queda nas últimas eleições, o que tornou impossível a reedição desse Executivo de coalizão.

Kenny e Martin buscaram então o apoio das formações minoritárias e independentes para levar adiante suas respectivas candidaturas a "Taoiseach", mas fracassaram nas três sessões de posse realizadas no Dáil mais fragmentado das últimas décadas, onde a presença de formações minoritárias aumentou.

Neste contexto, as duas formações que se revezaram no poder na Irlanda desde sua independência do Reino Unido, há quase um século, se viram obrigads a negociar frente a frente um pacto de governo.

Os centristas se recusaram a formar governo com seu rival histórico, mas se comprometeram, entre outras coisas, a apoiar desde a oposição pelo menos os três próximos orçamento gerais do Estado e a se abster ou votar contra qualquer moção de censura lançada contra o futuro governo nesse período.

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