Protesos contra fraude eleitoral no Quênia têm saldo de 2 mortes

Nairóbi, 23 mai (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram nesta segunda-feira e outras cinco ficaram gravemente feridas durante novos protestos contra as autoridades eleitorais do Quênia, a quem a oposição acusa de ter pactuado com o governo a manipulação das eleições presidenciais de 2017.

As manifestações, que segundo o Ministério do Interior não foram notificadas para sua autorização, estão sendo convocadas semanalmente pela Coalizão para a Reforma e a Democracia (CORD), principal partido opositor.

Da mesma forma que aconteceu nos protestos da semana passada, a polícia local dispersou com gás lacrimogêneo e cassetetes os manifestantes, especialmente em Nairóbi, Mombaça, Kisumu e Siaya, onde aconteceram confrontos violentos.

Nesta última cidade é onde foram registrados os incidentes mais graves, como um morto baleado e outros cinco feridos com gravidade, segundo informações da imprensa local.

A outra morte, ocorrida em Kisumu, foi a de uma pessoa que teria sido pisoteada por outros manifestantes, após cair no chão, enquanto eles fugiam da polícia.

Em Nairóbi, onde a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KNCHR sigla em inglês) informou na semana passada a morte de manifestante pós ser agredido pela polícia, as forças de segurança deslocaram dezenas de agentes e veículos blindados para impedir o acesso à sede da Comissão eleitoral.

A oposição acusa o presidente da Comissão, Issack Hassan, de apoiar ao presidente do país, Uhuru Kenyatta, e de ter confabulado com o atual governo para voltar manipular o processo eleitoral, como segundo sua opinião fizeram em 2013.

Naquele ano, a coalizão de Kenyatta venceu com mais de 50% dos votos, o justo para não ter de ir o segundo turno, numa eleição pacífica, diferente do que aconteceu em 2008, quando durante uma onda violenta após o pleito, mais de 1200 pessoas morreram.

Os vários problemas registrados pelo sistema de apuração eletrônico - que no final foi abandonado apesar de seu alto custo - geraram uma grande controvérsia entre as forças opositoras, que procuraram a Justiça para denunciar a fraude, mas a Corte Suprema considerou que não havia provas suficientes.

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