Juíza dos EUA decide abrir julgamento contra Bill Cosby por abusos sexuais

Washington, 24 mai (EFE).- A juíza Elizabeth McHugh decidiu nesta terça-feira abrir um julgamento contra o comediante americano Bill Cosby pelos abusos sexuais aos quais supostamente submeteu Andrea Constand em 2004, uma das mais de 50 mulheres que denunciaram o ator.

A decisão da magistrada aconteceu ao término de uma audiência preliminar realizada em uma corte da cidade de Norristown, na Pensilvânia, destinada a decidir sobre a abertura de um processo penal contra o intérprete, de 78 anos, conhecido como o "papai da América" e famoso por suas comédias televisivas.

Se for considerado culpado, o ator pode ser condenado a uma pena de até 10 anos de prisão e a pagar uma multa de US$ 25.000.

A juíza considerou hoje que existe uma "causa provável" para abrir um julgamento porque existem elementos suficientes para crer que Cosby pode ser o autor dos abusos sexuais sofridos por Constand, uma ex-treinadora de basquete da Universidade de Temple (Pensilvânia).

Durante a audiência, a juíza escutou o depoimento que Constand prestou há 11 anos à polícia, no qual sustenta que em uma noite no início de 2004 o ator a drogou e a violentou em sua mansão da cidade de Chelteham, um ato que Cosby supostamente repetiu com dezenas de mulheres de acordo com as denúncias destas.

Cosby negou as acusações de abusos sexuais e assegurou que sua relação com Constand sempre foi consensual.

Quando prestou depoimento à polícia em 2005, um ano depois dos supostos abusos, Constand garantiu que Cosby lhe deu três pastilhas que a enjoaram, lhe nublaram a visão, lhe produziram náuseas e permitiram que o comediante abusasse dela sexualmente, enquanto seu corpo "se congelava" e ela não podia fazer nada para safar-se das mãos do ator.

As denúncias de abusos sexuais que pesam sobre Cosby remontam à década de 1960 e são antigas demais para ser objeto de análise penal, razão pela qual os promotores consideram que o caso de Constand pode ser crucial para provar os abusos sexuais que sofreram dezenas de mulheres durante anos.

O ator foi o primeiro negro a ter seu próprio programa de televisão nos anos 60, se transformou em uma referência da comédia televisiva nos EUA durante décadas e agora pode protagonizar um dos julgamentos mais midiáticos de todos os tempos contra uma celebridade de Hollywood.

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