Santos diz que espanhola desparecida está com guerrilha por vontade própria

Bogotá, 25 mai (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quarta-feira que, segundo informações que recebeu, a jornalista espanhola Salud Hernández, desaparecida desde o sábado passado na região do Catatumbo, está com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) em um trabalho jornalístico.

"De Salud Hernández, a informação que tenho, que estou verificando, (é que) ela foi fazer um trabalho jornalístico por sua própria vontade, que se reuniu com o ELN e o ELN está esperando para ver como pode devolvê-la à liberdade", declarou Santos em uma visita ao departamento de Chocó, no oeste do país.

O chefe de Estado ressaltou que se está "verificando essa informação, que não está totalmente confirmada", mas destacou que provém de fontes críveis.

Hernández, correspondente do jornal espanhol "El Mundo" e colunista do "El Tiempo" na Colômbia, foi vista pela última vez no povoado de El Tarra, em Catatumbo, no departamento de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela, onde, além do ELN, operam um reduto do Exército Popular de Libertação (EPL), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e organizações criminosas.

O presidente Santos reforçou suas afirmações ao assinalar que a informação "tem lógica" pelos comentários que a jornalista fez a várias pessoas, entre elas o diretor do "El Tiempo", Roberto Pombo, sobre sua viagem.

"Ela informou a muitas pessoas, entre elas o diretor do 'El Tiempo', com quem estive em permanente comunicação, que iria fazer um trabalho, ela está incomunicável", detalhou o chefe de Estado.

Santos também falou sobre a situação dos correspondentes da emissora "Notícias RCN", Diego D'Pablos e Carlos Melo, desaparecidos desde a noite da segunda-feira nessa região, aonde chegaram para investigar a situação de Hernández.

"Sobre os dois jornalistas da 'RCN' não temos informação, supomos que algo parecido aconteceu com eles", declarou Santos, que lembrou que na região estão o comandante do exército, general Alberto Mejía Ferrero, e o diretor da polícia, general Jorge Nieto.

Além disso, fez votos para que os desaparecidos "muito em breve estejam novamente exercendo sua profissão de jornalistas e em liberdade".

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