Partidos espanhóis antecipam campanha eleitoral em um cenário sem maiorias

Madri, 30 mai (EFE).- Os partidos políticos espanhóis estão a ponto de iniciar a campanha para as eleições de 26 de junho e tentar obter apoios entre as pesquisas que apontam, novamente, que não haverá maioria.

A campanha oficial começará no dia 10 de junho e a única diferença a respeito ao que é vivido agora é que então os candidatos poderão pedir votos, enquanto agora ainda é ilegal.

Neste fim de semana foram publicadas diferentes pesquisas em vários meios de comunicação e hoje o jornal "ABC" divulgou outra enquete que faz prever que o resultado desta eleição não será muito diferente ao registrado no pleito de 20 de dezembro.

Então, o PP (centro-direita) obteve 123 cadeiras, o PSOE (socialista) 90, o Podermos (esquerda anti-austeridade) 69 e os Ciudadanos (liberais) 40, à frente de outras pequenas formações nacionalistas e de esquerda.

Em um Congresso no qual a maioria absoluta está fixada em 176 cadeiras, o fato de que eram necessários amplos acordos impediu um pacto de governabilidade entre partidos pouco habituados ao diálogo e ao consenso.

Por isso, o pleito será repetido dentro de quatro semanas, em um contexto que as pesquisas apontam que não será muito diferente do ocorrido há cinco meses.

O PP e PSOE poderiam cair ligeiramente, enquanto os liberais se manteriam, segundo a pesquisa de hoje do "ABC", que aponta um ganho de seis cadeiras à coalizão Podemos e IU, embora nenhum dos blocos teria maioria absoluta.

A perspectiva de acordos necessários já é aceita pelos partidos e, assim, o PP propôs hoje ao resto de formações "deixar para trás as linhas vermelhas", os "interesses pessoais" e os "vetos" e se concentrar em avançar.

Essa é a mensagem que figura em um vídeo de campanha divulgado nas redes sociais sob o lema "A favor", no qual dscursam o presidente do Governo interino e líder do PP, Mariano Rajoy, e outros dirigentes.

A alusão às "linhas vermelhas" tem a ver com a rejeição que os partidos fizeram de propostas de outros com os quais discordavam e que no final foram as que impediram os pactos.

O presidente do Ciudadanos, Albert Rivera, pediu hoje a seus rivais políticos que não ponham a repartição de cargos de governo como linha vermelha porque a Espanha não pode voltar a ficar paralisada.

Rivera, que apoiou o socialista Pedro Sánchez em sua infrutífera tentativa de ser chefe do Executivo, se comprometeu a negociar um governo "sem que nenhuma poltrona esteja à frente da Espanha".

Segundo Rivera, tanto Mariano Rajoy como o líder do Podemos, Pablo Iglesias, estão "mais preocupados" com os cargos do que por mudar a Espanha.

Já o candidato do PSOE, Pedro Sánchez, se comprometeu hoje a se submeter a uma moção de confiança em dois anos para "prestar contas" do cumprimento de suas promessas perante os espanhóis, se for eleito presidente após as eleições de 26 de junho.

Sánchez mantém entre suas ofertas eleitorais um projeto de reforma constitucional para estabelecer um modelo de Estado federal.

O resto de elementos mínimos que deverá conter a reforma da Constituição são: o reconhecimento de novos direitos e liberdades, a incorporação do direito europeu, a garantia constitucional dos direitos sociais e a salvaguarda do Estado de Bem-estar no cumprimento das obrigações de estabilidade orçamentária.

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