Tribunal inicia leitura de sentença sobre massacre de Curuguaty no Paraguai

Assunção, 11 jul (EFE).- O tribunal que julga o caso do massacre de Curuguaty, que em 2012 causou a morte de 17 pessoas (11 camponeses e seis policiais) e a destituição do presidente Fernando Lugo, iniciou nesta segunda-feira a sessão para a leitura da sentença contra os 11 camponeses acusados por este caso.

Ao início da sessão, o presidente do Tribunal de Sentença, o juiz Ramón Trinidad Zelaya, declarou que, devido à complexidade do caso e o volume de provas, só ocorrerá a leitura da sentença resolutiva, enquanto a sentença íntegra do caso será lida na próxima segunda-feira.

Os 11 camponeses são acusados da morte dos seis policiais e respondem por homicídio doloso, invasão de imóvel alheio e associação criminosa.

A Promotoria pede penas de entre 5 e 30 anos de prisão, enquanto a defesa pede a absolvição.

O Ministério Público nunca investigou as mortes dos camponeses.

Antes do início da leitura do veredicto, centenas de pessoas se concentraram diante do Palácio de Justiça para acompanhar a leitura do julgamento com cantos a favor da absolvição dos 11 camponeses acusados.

Além disso, o acesso ao Palácio de Justiça esteve tomado por várias fileiras de oficiais de Polícia e pessoal antidistúrbios.

O caso Curuguaty (leste do Paraguai) se refere a uma operação realizada em 15 de junho de 2012 por várias centenas de policiais, que foram ao local para desalojar cerca de 70 camponeses das terras que tinham ocupado para pedir que se integrassem à reforma agrária.

Durante o despejo, aconteceu um tiroteio no qual morreram 11 camponeses e seis policiais.

O massacre de Curuguaty serviu de base ao então opositor e hoje governante Partido Colorado para impulsionar a destituição de Lugo em um julgamento político tachado de irregular por instituições como Mercosul e Unasul.

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