China substitui seu líder no Tibete

Pequim, 29 ago (EFE).- O Partido Comunista da China (PCCh) anunciou no fim de semana a nomeação de Wu Yingjie como novo secretário-geral da legenda na região autônoma do Tibete, um posto muito delicado, dadas as frequentes tensões entre a população autóctone e os chineses da etnia majoritária han.

Segundo um comunicado oficial do partido, Wu substitui Chen Quanguo, que deixará também seus cargos no comitê central do PCCh na região, por razões não detalhadas.

Wu desenvolveu quase toda sua carreira política na região tibetana, na qual já foi vice-governador e chefe de propaganda.

Como seu antecessor, é de etnia han, seguindo a tradição de regiões autônomas de minorias étnicas (Tibete, Xinjiang, Mongólia Interior) o governador pertença a essas etnias enquanto o secretário regional do PCCh (o cargo com maior poder nessas áreas) seja da majoritária han.

Além desta mudança, o PCCh anunciou no domingo a substituição dos secretários gerais das províncias de Hunan e Yunnan, ambas no sul do país, cargos que serão assumidos por dois aliados do presidente Xi Jinping que trabalharam junto a ele em sua época de principal responsável do partido em Xangai (leste).

As mudanças foram anunciadas a um ano da realização do decisivo 19º Congresso de PCCh, no qual espera-se que haja outras importantes substituições na cúpula central do partido, enquanto Xi manobra para atrair para ela seus principais aliados.

O Tibete, conquistado pela China nos tempos da dinastia Qing (1644-1911), foi ocupado pelas tropas comunistas de Mao Tsé-tung no começo dos anos 50, e viveu em 1959 uma rebelião que desencadeou a fuga do Dalai Lama, seu líder religioso e político, que continua exilado na Índia.

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